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Na base do ‘te vira’

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Jessé Souza* Não é novidade o atendimento ruim no comércio boa-vistense. A chegada da concorrência, por enquanto, ainda não foi capaz de proporcionar uma melhoria no serviço para receber e atender o público. Até porque o serviço nos shoppings é daqueles no balcão ou do que deixa o cliente com uma máquina de leitura de código de barra na base do “te vira”. Em alguns casos, nem mesmo uma simples informação as atendentes de shopping querer fornecer, não sei se por orientação de seus chefes ou porque elas acham que, nesse “self” de compra dos shoppings, as atendentes devem agir como máquinas programadas e sem nenhuma emoção diante do cliente. Nesses últimos meses, tenho percebido outro comportamento de alguns vendedores: o de mostrar que sabem muito sobre um produto sem saber realmente, passando a inventar mentiras que podem colar muito bem para um leigo, mas nunca para quem realmente conhece aquele serviço ou produto por força da profissão, por exemplo. Mas, no geral, o ca...

Flores e vidas

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Jessé Souza* Parece tão fácil organizar Boa Vista. Bastou instalar uma dezena de semáforos nos principais cruzamentos da cidade para começar a perceber que o trânsito pode ficar organizado. Mas por que não pensaram nisso antes? Por que esperaram muitas vidas serem ceifadas ou gente ficar mutilada? Por que cuidaram antes dos jardins em vez de cuidar do trânsito? As perguntas não são difíceis de serem respondidas. Não cuidaram antes porque não quiseram. Porque colocar semáforos e sinalização não custa muito caro e não dá para tirar fatias gordas para a corrupção. Não fizeram porque não é interessante cuidar da saúde e do bem-estar das pessoas antes de pensar no bem-estar político e partidário deles e de seus grupos. Assim com não cuidam de coisas simples para melhorar a vida das pessoas, porque coisas simples não se transformam em altas porcentagens. Também não é interesse deixar a cidade e o Estado sem problemas, porque são exatamente esses “gargalos” (eles gostam de falar ess...

Conto da carochinha

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Jessé Souza * Quando alguém fala em “desenvolvimento do Estado de Roraima” fica parecendo que a pessoa está conversando sobre estórias de duendes e fadas. Mas não é sem motivo, pois os maus políticos já nos enganaram tanto que fica difícil discutir usando tal jargão, o qual tanto serviu para aplicar vários golpes e engodos ao longo dos tempos, desde Território Federal. Foram tantas as enganações, que fica difícil elencar qual a mais espetacular ou a que mais prejudicou o Estado no sentido de ter surrupiado dinheiro dos cofres públicos. Porém, a mais ousada, com toda certeza, foi a do chinês que chegou aqui, mostrando-se endinheirado, cooptando políticos e até professores da Universidade Federal de Roraima (UFRR). A promessa era montar indústria têxtil para exportar roupas de frios para os Estados Unidos e Europa, usando mão de obra de costureiras desempregadas que iriam ser incentivadas, ganhando até bicicleta para chegar ao local de trabalho. Tudo mentira. Era só um golpe e...

Pedra, telhado e vidro

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Jessé Souza* A discussão sobre o papel e os limites da imprensa não é de hoje. Arrasta-se ao longo dos anos desde a abertura democrática e se ampliou com a chegada da internet e a popularização das redes sociais. Os profissionais de imprensa, aqueles comprometidos com sua profissão, conhecedores da liberdade de imprensa e dos limites dos direitos individuais, sabem que caminham em uma linha tênue no dia a dia de seu trabalho. Porém, essa é uma discussão a ser ampliada para toda a sociedade a partir da chegada de telefones celulares que gravam vídeos e tiram fotos que podem ser publicados instantaneamente nas redes sociais. Cada cidadão munido de um aparelho móvel com acesso à internet agora precisa conhecer seus limites além da liberdade de expressão e de divulgação. A imprensa que explora programas policialescos excedem, sim, em suas atuações em busca do sensacionalismo, seja por meio da fofoca, da violência e da frivolidade. E nem estou me referindo aos programas regiona...

Duendes-garis da Xuxa

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Jessé Souza* Chegar à Serra do Tepequém, no Município de Amajari, Norte do Estado, logo depois de enfrentar aquela curva íngreme e sinuosa, requer uma parada para tirar foto e observar a beleza que é aquele lugar, mediante uma visão panorâmica e espetacular da natureza. Quem vai em um carro pequeno precisa parar mesmo a fim de descansar o motor forçado pela lei da gravidade.    Ali, naquele local de parada obrigatória, existe uma pequena lixeira onde as pessoas acabam lançando seus resíduos, como latas, plásticos e garrafas. Como não há um serviço público que recolha o que for depositado ali, o recipiente logo enche e o lixo inevitavelmente vai parar no chão.  O trânsito de gente por ali é intenso, todos em busca das cachoeiras ou de uma subida ao platô. Mas, infelizmente, boa parte dessas pessoas não vai com consciência de turista ou de reciprocidade com o meio ambiente. Muitos vão apenas para aproveitar o que tem de bom, sem se preocupar em dar sua parcela de c...

Panela de pressão

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Jessé Souza* Desde quando a violência em Roraima começou a se intensificar, a partir de fugas nos presídios e onda de assaltos, venho comentando sobre o risco do surgimento de grupo de extermínio, uma vez que, quando o Estado não cumpre com suas obrigações na segurança pública, surgem quem se arvore no poder de agir com as próprias mãos. A Operação Bastilha, cujos réus começaram a ser julgados, é a prova concreta do início da organização do crime, com envolvimento de policiais e outros agentes do Estado. O grupo só não avançou mais porque as autoridades agiram rápido na investigação e na prisão dos envolvidos. Porém, junto com as investigações não foi efetivada uma política de governo para combater as principais raízes da violência, fazendo com que só aumentasse a superlotação nos presídios, onde surgiram inclusive facções criminosas. Agiram nos efeitos sem atacar as causas. Na outra ponta, vítima da insegurança e sem esperança de que os governos irão reverter esse quadr...

Olhando para o passado para não errar no presente

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A Escola Euclides da Cunha, fundada em 23 de dezembro de 1949 e que formou gerações quando em Roraima sequer havia ensino superior, ganhou revitalização, obra realizada pelo Governo do Estado (Foto: Divulgação) e entregue na tarde desta terça-feira. Conhecida como Ginásio Euclides da Cunha, o GEC, quando ainda pertencia à Prelazia do Rio Branco, hoje Diocese de Roraima, o prédio fica localizado no Centro Histórico de Boa Vista, em uma área atrás da Igreja Matriz Nossa Senhora do Carmo. A própria governadora Suely Campos (PP), que inaugurou a obra (Foto: Divulgação), foi aluna daquela instituição de ensino, bem como dois ex-governadores, o economista Getúlio Alberto de Souza Cruz e o engenheiro Neudo Campos, além de inúmeras outras autoridades que atualmente ocupam postos de destaque no Estado. O GEC fica exatamente em frente ao terreno onde havia o prédio do primeiro hospital de Roraima, o Nossa Senhora de Fátima, que foi demolido no final do ano passado, por iniciativa da...