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Que país!

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Fonte: http://eugenioalerta.blogspot.com.br/ Jessé Souza * Esse momento de transição pelo qual o Brasil passa, a partir da Operação Lava Jato, tem provocado uma profunda reflexão sobre que país queremos a partir de agora. E isso significa que essa faxina não fique somente na política. É preciso que a sociedade também passe por uma faxina moral sem precedentes, pois é essa mesma sociedade que permite que políticos corruptos cheguem ao poder. A banda Legião Urbana, comandada por Renato Russo, já exclamava na década de 80: “Que país é esse!”. Essa exclamação, esse susto sobre o que era o Brasil, foi difundida por seus fãs, pelo público e pelas gravadoras como uma indagação: “Que país é esse?”, como se não soubéssemos. E viemos nos indagando diante dos seguidos escândalos e bandalheira geral da Nação ao longo desses anos. Então, agora precisamos avançar mais um pouco. A indignação precisa passar do susto e do questionamento em tom de letargia para outra pergunta crucial ...

Um novo símbolo

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Jessé Souza* Os países mais desenvolvidos há algum tempo vêm redescobrindo a bicicleta, um veículo barato, ecologicamente correto, que não ocupa muito espaço, desafoga o trânsito e ainda põe o corpo das pessoas em forma. Sim, países desenvolvidos. Porque em países atrasados, como o Brasil, esse veículo é satanizado e execrado, como se trânsito fosse lugar apenas para máquinas. Mas é isso o que pensam as pessoas do Terceiro Mundo, que ruas e avenidas são lugares apenas para máquinas, em prejuízo a pedestres, ciclistas e veículos que não sejam de quatro rodas. E quanto maiores e mais potentes, mais “direito” e mais “razão” essas máquinas têm no trânsito. E assim começa a guerrilha no trânsito, como se fosse uma divisão de classes. Em Roraima, a Prefeitura de Boa Vista começou a implantar as ciclofaixas e as ciclovias, as quais começaram a ser questionadas de alguma forma. Sem entrar nesse mérito, pois alguns questionamentos têm cunho explicitamente partidário, é preciso que ...

A escória

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http://www.ativismodesofa.net/2011_04_01_archive.html Jessé Souza* A pressão midiática de uma impressa a serviço de interesses escusos e das redes sociais, que deram vozes a quem no máximo falava grosso em mesa de bar, tem provocado um sentimento de inferioridade em quem defende o meio ambiente, minorias e temas afins, inclusive nas universidades. Esses não querem considerar que há espaço para todas as ideias, inclusive para quem defende os direitos dos animais e os que dizem que planta também tem alma e sentimento. Não há nada de errado em quem faz críticas ao capitalismo, pois o Brasil até agora só experimentou o capitalismo corrupto, onde a política de governos se mete na iniciativa privada para também intervir por meio da corrupção. Nem os que defendem direitos humanos, meio ambiente e questão indígena são seres inferiores (agora virou jargão chamar os críticos sociais de “comunistas”). Por um momento conturbado em que o mundo está passando, surgirem as vozes dos...

É preciso muito mais

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Imagem:  pare.paginas.ufsc.br Jessé Souza* Faz algum tempo, quando eu estava de carona no trânsito de Manaus (AM), percebi que os carros andavam lentamente em uma das mais movimentadas avenidas onde já ocorreram grandes tragédias, no passado, provocadas por acidentes de trânsito. Na verdade, não se tratava de uma “nova consciência” por parte dos condutores manauaras, e sim da fiscalização eletrônica recém-instalada. Quando os equipamentos foram instalados, os condutores continuaram desafiando a fiscalização até chegarem as primeiras notificações por meio dos Correios. Como começou a doer no bolso, os condutores passaram a dirigir dentro da velocidade máxima permitida em via urbana, que é de 60Km por hora. O mesmo começa a ocorrer em Boa Vista, aonde tudo chega atrasado - não por causa do fuso horário, mas porque os políticos locais investem no atraso como forma de manter esse Estado na base da política do “quanto pior, melhor”. Ou seja, o atraso é uma forma de fa...

Da Itália a Roraima: só perguntas

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 Jessé Souza* Há algumas similaridades entre o que está ocorrendo na política em nível nacional e na realidade local. No Brasil, estão levando um processo de caça à corrupção elegendo um único partido, o PT. Tem dado “certo”, pois a opinião pública absorveu a ideia de que só existe mesmo um partido corrupto, causa de todo o mal no Brasil. Na Itália, berço das maiores máfias mundiais, a desratização travou em algum momento, pois lá a caça aos corruptos era geral e profunda, mexendo com todo mundo. Até que descobriram que poucos escapariam, então chegaram a uma conclusão: “Se todos são culpados, a lógica é que ninguém é culpado”. No Brasil, não. A culpa por tudo passou a ser de um único partido. E assim tem-se feito a faxina por meio da Operação Lava Jato. Como as teias de conexão são inevitáveis, no dia em que isso mexer com outros partidos e outras autoridades, vão chegar à mesma conclusão italiana: “Todos culpados, logo todos devem ser inocentados”. Então, chegamo...

E a verdade surge...

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Jessé Souza* O antigo golpe do enquadramento de ex-servidores do Território Federal de Roraima foi desmontado com o parecer da Advocacia-Geral da União (AGU). Esse parecer foi bem claro ao definir o que todos já desconfiavam: não será possível enquadrar na União aqueles que não mantêm mais qualquer vínculo com prefeituras e o próprio Governo do Estado.  No meio dos que realmente podiam ter direito ao enquadramento estava muita gente esperando um “trem da alegria”, que incluía uma montanha de gente que acreditava que, por ter um recibo ou um contracheque datado da criação do Estado, em 1988, qualquer poderia fazer parte dos quadros do Governo Federal. Esse parecer já era esperado, mas as pessoas não acreditavam que isso pudesse ocorrer porque as constantes mentiras que vinham sendo pregadas por políticos se tornaram uma forma de ganhar votos de milhares de pessoas, a cada pleito, e isso desde o início da década de 90. E muitos votaram acreditando que poderiam mesmo se t...

Mundo do sem-fim

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https://primeirasconquistas.wordpress.com/2014/10/15/sonhos/ Jessé Souza* Acima de tudo, jornalismo é um sonho. E sonhos não têm limites. Mas o jornalismo é cheio de limites, os quais os profissionais só vão conhecê-los quando estiverem no batente, em uma empresa responsável, e que por isso mesmo será combatida pelo poder por várias linhas de frente, principalmente a política partidária e a econômica. Mas o jornalista nunca irá deixar de sonhar que vai poder furar os bloqueios – e algumas vezes ele conseguirá, a muito custo e sacrifício. Não quero ser a gralha do agouro ou da má notícia. Mas a maioria vai levar para o resto de suas vidas apenas isso: sonhos. É por isso que muitos desistem, mudam de profissão, se desiludem ou entram numa depressão que o faz mudar de rota (alguns para melhor). Mas os sonhadores nunca desistirão. O sonhador vai insistir, ainda que busque uma profissão que dê dinheiro e cujas portas não sejam tão estreitas quanto à de uma Redação de um v...