Postagens

Invasão S/A

Imagem
Jessé Souza * Boa Vista é uma cidade aonde invasor de terras públicas e privadas têm acesso direto a gabinetes de políticos. E isso vem de longas datas, pois eles não apenas acabam lucrando com isso, mas também se revelaram massa de manobra para que políticos consigam se eleger, especialmente para o cargo de vereador. É a chamada indústria da invasão. Nas últimas semanas, tudo indica que surgiu um movimento orquestrado em várias linhas de frente. Dia desses, um político apareceu dando entrevista a uma TV falando em nome de ocupantes de lotes urbanos em um bairro da zona Oeste. Em outras frentes, vêm sendo anunciadas mais invasões de terras, em que invasores vão ao Ministério Público tentar se passar de invasores de propriedades a vítima do sistema. O surgimento dessa indústria de invasão tem um motivo principal: o incentivo por parte de alguns políticos que se valem da esperteza dos que enxergam nesse ato uma forma de levar alguma vantagem e, também, da necessidade de mu...

Que país!

Imagem
Fonte: http://eugenioalerta.blogspot.com.br/ Jessé Souza * Esse momento de transição pelo qual o Brasil passa, a partir da Operação Lava Jato, tem provocado uma profunda reflexão sobre que país queremos a partir de agora. E isso significa que essa faxina não fique somente na política. É preciso que a sociedade também passe por uma faxina moral sem precedentes, pois é essa mesma sociedade que permite que políticos corruptos cheguem ao poder. A banda Legião Urbana, comandada por Renato Russo, já exclamava na década de 80: “Que país é esse!”. Essa exclamação, esse susto sobre o que era o Brasil, foi difundida por seus fãs, pelo público e pelas gravadoras como uma indagação: “Que país é esse?”, como se não soubéssemos. E viemos nos indagando diante dos seguidos escândalos e bandalheira geral da Nação ao longo desses anos. Então, agora precisamos avançar mais um pouco. A indignação precisa passar do susto e do questionamento em tom de letargia para outra pergunta crucial ...

Um novo símbolo

Imagem
Jessé Souza* Os países mais desenvolvidos há algum tempo vêm redescobrindo a bicicleta, um veículo barato, ecologicamente correto, que não ocupa muito espaço, desafoga o trânsito e ainda põe o corpo das pessoas em forma. Sim, países desenvolvidos. Porque em países atrasados, como o Brasil, esse veículo é satanizado e execrado, como se trânsito fosse lugar apenas para máquinas. Mas é isso o que pensam as pessoas do Terceiro Mundo, que ruas e avenidas são lugares apenas para máquinas, em prejuízo a pedestres, ciclistas e veículos que não sejam de quatro rodas. E quanto maiores e mais potentes, mais “direito” e mais “razão” essas máquinas têm no trânsito. E assim começa a guerrilha no trânsito, como se fosse uma divisão de classes. Em Roraima, a Prefeitura de Boa Vista começou a implantar as ciclofaixas e as ciclovias, as quais começaram a ser questionadas de alguma forma. Sem entrar nesse mérito, pois alguns questionamentos têm cunho explicitamente partidário, é preciso que ...

A escória

Imagem
http://www.ativismodesofa.net/2011_04_01_archive.html Jessé Souza* A pressão midiática de uma impressa a serviço de interesses escusos e das redes sociais, que deram vozes a quem no máximo falava grosso em mesa de bar, tem provocado um sentimento de inferioridade em quem defende o meio ambiente, minorias e temas afins, inclusive nas universidades. Esses não querem considerar que há espaço para todas as ideias, inclusive para quem defende os direitos dos animais e os que dizem que planta também tem alma e sentimento. Não há nada de errado em quem faz críticas ao capitalismo, pois o Brasil até agora só experimentou o capitalismo corrupto, onde a política de governos se mete na iniciativa privada para também intervir por meio da corrupção. Nem os que defendem direitos humanos, meio ambiente e questão indígena são seres inferiores (agora virou jargão chamar os críticos sociais de “comunistas”). Por um momento conturbado em que o mundo está passando, surgirem as vozes dos...

É preciso muito mais

Imagem
Imagem:  pare.paginas.ufsc.br Jessé Souza* Faz algum tempo, quando eu estava de carona no trânsito de Manaus (AM), percebi que os carros andavam lentamente em uma das mais movimentadas avenidas onde já ocorreram grandes tragédias, no passado, provocadas por acidentes de trânsito. Na verdade, não se tratava de uma “nova consciência” por parte dos condutores manauaras, e sim da fiscalização eletrônica recém-instalada. Quando os equipamentos foram instalados, os condutores continuaram desafiando a fiscalização até chegarem as primeiras notificações por meio dos Correios. Como começou a doer no bolso, os condutores passaram a dirigir dentro da velocidade máxima permitida em via urbana, que é de 60Km por hora. O mesmo começa a ocorrer em Boa Vista, aonde tudo chega atrasado - não por causa do fuso horário, mas porque os políticos locais investem no atraso como forma de manter esse Estado na base da política do “quanto pior, melhor”. Ou seja, o atraso é uma forma de fa...

Da Itália a Roraima: só perguntas

Imagem
 Jessé Souza* Há algumas similaridades entre o que está ocorrendo na política em nível nacional e na realidade local. No Brasil, estão levando um processo de caça à corrupção elegendo um único partido, o PT. Tem dado “certo”, pois a opinião pública absorveu a ideia de que só existe mesmo um partido corrupto, causa de todo o mal no Brasil. Na Itália, berço das maiores máfias mundiais, a desratização travou em algum momento, pois lá a caça aos corruptos era geral e profunda, mexendo com todo mundo. Até que descobriram que poucos escapariam, então chegaram a uma conclusão: “Se todos são culpados, a lógica é que ninguém é culpado”. No Brasil, não. A culpa por tudo passou a ser de um único partido. E assim tem-se feito a faxina por meio da Operação Lava Jato. Como as teias de conexão são inevitáveis, no dia em que isso mexer com outros partidos e outras autoridades, vão chegar à mesma conclusão italiana: “Todos culpados, logo todos devem ser inocentados”. Então, chegamo...

E a verdade surge...

Imagem
Jessé Souza* O antigo golpe do enquadramento de ex-servidores do Território Federal de Roraima foi desmontado com o parecer da Advocacia-Geral da União (AGU). Esse parecer foi bem claro ao definir o que todos já desconfiavam: não será possível enquadrar na União aqueles que não mantêm mais qualquer vínculo com prefeituras e o próprio Governo do Estado.  No meio dos que realmente podiam ter direito ao enquadramento estava muita gente esperando um “trem da alegria”, que incluía uma montanha de gente que acreditava que, por ter um recibo ou um contracheque datado da criação do Estado, em 1988, qualquer poderia fazer parte dos quadros do Governo Federal. Esse parecer já era esperado, mas as pessoas não acreditavam que isso pudesse ocorrer porque as constantes mentiras que vinham sendo pregadas por políticos se tornaram uma forma de ganhar votos de milhares de pessoas, a cada pleito, e isso desde o início da década de 90. E muitos votaram acreditando que poderiam mesmo se t...