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Desratização na base

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Jessé Souza* O que está ocorrendo em Boa Vista nada mais é do que sempre venho insistindo aqui, neste espaço, sobre a necessidade de começar a moralizar a política partidária a partir da base, ou seja, com a eleição dos vereadores de cada cidade. Se a faxina não começar nas eleições municipais, pouca coisa irá mudar no país, a começar por esse governo de Michel Temer (PMDB), onde corruptos se passam por salvadores da Nação. É partir das cidades e dos estados que o eleitor tem enviado para o Congresso Nacional os corruptos que vêm arrasando o país ao longo dos anos, os quais são responsáveis pela condução da política, retirando ou dando apoio aos governantes de acordo com suas conveniências e interesses escusos. Em outubro, teremos a oportunidade de mostrar se realmente toda essa mobilização e discurso de moralidade é pra valer mesmo. Os últimos acontecimentos têm mostrado vereadores enrolados com a Justiça por má aplicação de recursos, inclusive com um deles afastado por det...

O jogo sujo

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Fonte:  www.afonsolopes.com Jessé Souza* A desinfecção na política não é fácil e precisa ser muito mais ampla do que um impeachment, que significa muito mais uma disputa pelo poder do que por melhorias no Brasil. É preciso que as pessoas boas e preparadas passem a ocupar a política partidária, e não afugentadas como ocorre atualmente. Mas como fazer isso se os partidos, no geral, estão nas mãos da canalhice? Talvez a resposta para este questionamento seja a chave para começar a desratizar a política a fim de que as pessoas de caráter possam ocupar os devidos lugares na política partidária. Da forma que está, com as siglas partidárias servindo ao jogo sujo, alguns sendo usadas apenas para aluguel, tudo é feito para manter a forma espúria de governar o país em todos os níveis. Os partidos acabam se tornando uma máfia a serviço de toda essa bandalheira que se vê no país. As pessoas honestas não conseguem furar esse bloqueio partidário e são descartadas de acordo...

Favela prisional

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Favela na Pamc/ Foto: Folha de Boa Vista Jessé Souza* Entra governo e sai governo, mas a atitudes em relação ao sistema prisional seguem o mesmo roteiro: quando ocorre um problema mais grave, o governo anuncia medidas (que nunca são cumpridas), os deputados sobem à tribuna com discursos inflamados (que não dão em nada), entidades aprontam relatórios (repetidos) e Ministério Público divulga suas ações judiciais que pedem melhorias nos presídios (mas nunca atendidas). Quando a imprensa esquece do fato, porque logo surgem outros tão ou mais graves, o assunto volta à mesmice, sem vontade política dos governantes, sem interesse por parte dos parlamentares e do enfadonho papel de órgãos fiscalizadores e entidades. E o caos fica para o depositário de gente vigiada por servidores que trabalham cada vez mais sem estrutura. Como não há uma mobilização de fato, por parte das autoridades, quem está nesta “panela de pressão” vê-se obrigado a aceitar as regras desse jogo, no qual ...

Fogo cruzado

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Jessé Souza* Piada se fosse algo engraçado. Mas não há nenhuma graça em o Estado de Roraima aceitar transferências de presos perigosos do Amazonas que pertencem a uma facção criminosa, como se aqui fôssemos uma sucursal de bandidos, os quais fogem quando e como quiserem da Penitenciária Agrícola de Monte Cristo. Nos últimos dias, ficou muito claro que o sistema prisional roraimense não consegue ter o menor controle dos presos, os quais vêm fugindo sem ser “notados”, demonstrando a falência do Estado quando se trata de manter sob sua guarda aqueles que deveriam estar segredados da sociedade. Com estrutura precária, superlotação e número de servidores insuficiente, então não há qualquer lógica em aceitar que o Amazonas exporte presos perigosos para atender a exigências de bandidos que sabem que Roraima é o paraíso das fugas, das regalias e das facções. Se já não consegue administrar o que está aos frangalhos, obviamente que também não tem condições de ficar aceitando t...

Pesos e medidas

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adilsoncosta.tv Jessé Souza* Não precisava ter uma bola de cristal porque estava muito óbvio. Depois que o festejado juiz Moro divulgou os grampos telefônicos de Lula com a presidente Dilma, alegando que o fato era de interesse público, parece que a Justiça não entende desta forma quando o caso se trata de outros políticos igualmente envolvidos não apenas no caso da Lava Jato, mas com outros escândalos. Advogados, magistrados e outros seres da esfera judicial, que aplaudiram e vibraram com a divulgação do grampo, não têm o mesmo entendimento nem a mesma festa quando se trata de divulgar processos envolvendo parlamentares de outros partidos que não seja o PT. Não há a mesma medida quanto se trata de levar ao conhecimento da opinião pública os casos de corrupção envolvendo parlamentares de todos os níveis, inclusive em processos que não estejam sob segredo de Justiça. O precedente foi aberto com a autoridade máxima do país, incendiando o Brasil por meio da Globo, mas i...

Duas cidades em uma

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Jessé Souza* Existem duas realidades bem definidas em Boa Vista. Uma delas é aquela da cidade que vai da Avenida Venezuela até os bairros mais nobres, nas zonas Leste e Norte. A outra é a que vai da Avenida Venezuela até os mais longínquos bairros da zona Oeste. Duas direções opostas. Quanto mais for se distanciando rumo aos bairros afastados do Centro, é possível sentir a enorme diferença entre essas duas cidades; a cidade bem arborizada, com ruas pavimentadas, iluminadas e enfeitadas de flores, vai dando lugar a bairros onde a pobreza é mais visível e a estética vai se resumindo às vias principais, por onde transita o grande fluxo de gente e veículos. Quem mora nas áreas mais centrais não tem porque não estar satisfeito com o bonito visual, complementado mais recentemente por ciclovias que permitem uma sensação de modernidade. No geral, nesse setor da cidade, residem aqueles que não dependem dos serviços públicos essenciais, como saúde, educação e segurança, então a est...

Do Brasil a Roraima

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www.casseta.com.br Jessé Souza* Nessa onda de extremismo que se está cultivando no Brasil, a partir das redes sociais, com atropelos à democracia, pela qual tanto muitos lutaram e morreram, surgem no meio da política local autoridades que não admitem o principal instrumento que alimenta o sistema democrático: a crítica aos governos e àqueles revestidos pelo mandato popular. Antes da popularização da internet, o poder da crítica estava unicamente nas mãos da mídia, em especial dos veículos de comunicação tradicionais. Mas, com o surgimento das redes sociais, esse poder agora está, também e com muita força, nas mãos de qualquer cidadão que tenha acesso à grande rede mundial. Esse empoderamento conquistado pelo cidadão comum, quando bem usado, pode mobilizar a opinião pública e contribuir com o monitoramento do poder, que é a essência da democracia e papel do bom jornalismo - jornal que não monitora o poder não pratica jornalismo. Dentro dessa realidade de oxigenaçã...