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Passivo ambiental muito alto para os benefícios que o arroz trazia para Roraima; no futuro, íriamos nos arrepender se os arrozeiros não saíssem daquela região, um dos berços do rio Branco

Dia D

Chegou o dia em que os produtores de arroz terão que deixar a terra indígena Raposa Serra, mais precisamente áreas de proteção onde está um dos berçários do nosso rio Branco. Depois de arrasar ecossistemas importantes e ameaçar os rios que formam o nosso rio Branco, o principal arrozeiro, Paulo César Quartiero arrasou os bens de suas fazendas. Está mais que comprovado com que tipo de gente Roraima estava acolhendo. Esperança Agora surge a esperança de que aquela área imprescindível para a sobrevivência de nossos principais mananciais de água potável e controle de nosso clima seja recuperada e curem as feridas abertas. Os benefícios que o arroz trazia para Roraima, na terra indígena, não pagavam os prejuízos ambientais e climáticos irreparáveis para Roraima e da Amazônia.

Só no gogó

Alguém se lembra da promessa do deputado federal Márcio Jaqueira, ops, Junqueira (DEM)? Ele esbravejou em seu programa de TV que iria pessoalmente inaugurar a ponte sobre o rio Tacutu, na fronteira com a Guiana, caso o presidente Lula não viesse a Roraima. Até hoje Lula não apareceu para a inauguração nem Jaq..., quer dizer, Junqueira cumpriu a promessa. Isso se chama “política do gogó”.

Papo furado

Não consigo acreditar nessa história de que o governo estadual não tem mais dinheiro para pagar o funcionalismo dentro do próprio mês trabalhado. Como este blog antecipou, o Estado arregou para a pressão dos professores e agora vai pagar 90% da categoria que recebem pelo Fundeb. Como um leitor deste blog já insinuou, essa história de pagar salário somente no segundo dia útil cheira uma tática para deixar o dinheiro aplicado, correndo juros, enquanto o servidor fica chupando o dedo.

Após os molotovs, a tática da ‘terra arrasada’

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Depois de comandar uma resistência aos policiais federais, usando tática de guerrilha e lançando bombas molotovs, agora o produtor Paulo César Quartiero destroi a estrutura de suas fazendas dentro da terra indígena Raposa Serra do Sol que deveria ficar para os índios. O produtor retirou tudo o que podia das sedes das fazendas Providência e Depósito e, no final, mandou passar o tratar o trator por cima do que restou das casas. Telhas, portas, janelas, cercas e outras benfeitorias, que foram indenizadas, foram arrancadas.

Envenenamento

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Peritos estão investigando a possibilidade de que o plantio de arroz que ainda falta colher tenha sido envenenado. Denúncias nesse sentido já chegaram na Polícia Federal. Em sobrevoos feitos essa semana, a PF localizou indícios de que isso pode ter ocorrido mesmo, inclusive os peritos encontraram embalagens de venenos nas fazendas destruídas – e não se tratam de defensivos agrícolas usados na lavoura.

Buracos

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Pontes dentro da fazenda também foram destruídas e buracos cavados em pista de pouso e nas estradas. Os agentes acreditam que isto seja para dificultar a chegada das autoridades depois do dia 30, quando acaba o prazo dado pelo Supremo Tribunal Federal para todos os não-índios saírem espontaneamente da Raposa Serra do Sol. A Polícia Federal teme o que espera seus agentes na região, principalmente em Surumu, onde Quartiero tinha suas principais fazendas.