Peritos estão investigando a possibilidade de que o plantio de arroz que ainda falta colher tenha sido envenenado. Denúncias nesse sentido já chegaram na Polícia Federal. Em sobrevoos feitos essa semana, a PF localizou indícios de que isso pode ter ocorrido mesmo, inclusive os peritos encontraram embalagens de venenos nas fazendas destruídas – e não se tratam de defensivos agrícolas usados na lavoura.
O Ministério Público Estadual anunciou hoje à tarde que o deputado federal Luciano Castro (PR), pré-candidato à Prefeitura de Boa Vista, é um dos investigados no esquema de pedofilia que começou a ser desmontado pela Polícia Federal, por meio da Operação Arcanjo. O processo já foi enviado para o Supremo Tribunal Federal (STF), a quem compete investigar quem tem privilégio de foro. Significa que, se ele não desistir de sua intenção de ser candidato, teremos um político pedindo nosso voto sob suspeita fortíssima de integrar um esquema de pedofilia.
Jessé Souza* Quando criança, eu gostava de colecionar coisas. Qualquer tipo de coisa, de pedras com formas diferentes a “santinhos” de candidatos em campanha eleitoral. Eu fazia meu pai me levar na garupa da bicicleta nos diversos comícios só para eu juntar panfletos. Já adolescente, recortava anúncios de revistas para colecionar os vários modelos de letras usadas nas publicidades impressas. Até hoje colho alguma pedra diferente por aí. Mas não sou mais aquela criança que juntava tudo. Só pego agora se achar realmente interessante e que possa servir não apenas como lembrança, mas também como uma “obra de arte” na minha estante. Parei de colecionar quando li um texto sobre Diógenes de Sinope, chamado de o Cínico, um filósofo da Grécia Antiga. Em Atenas, ele se tornou um mendigo que vivia em um grande barril (acho que o personagem mexicano Chaves foi inspirado nele). Pela pobreza em que vivia, o nome de Diógenes passou a denominar um distúrbio comportamental no qual a pessoa...
Jessé Souza* ... bandido rico. O Brasil das desigualdades sociais, em que o pobre idolatra tudo aquilo que é glamourizado e busca renegar tudo aquilo que é considerado da ralé, provoca esse tipo de distorção. O caso Eike Batista comprovou que, neste país, bandido bom é bandido rico. Quando se trata de bandido pobre, então o mantra passa a ser outro: “bandido bom é bandido morto”. Preso acusado de envolvimento na Operação Lava Jato, por pagar propina no valor de R$52 milhões, o ex-bilionário Eike Batista, que já constou na lista da Forbes como um dos homens mais ricos do mundo, provocou reações diversas nos brasileiros. Nas redes sociais, houve até comoção pelo fato de terem cortado o cabelo dele e o colocado uma farda de presidiário. Na concepção de muitos, corrupção não se trata de um crime grave a ponto de os acusados merecerem tratamento de presidiário, a exemplo das regras de Bangu 9, onde é preciso ter o cabelo cortado e uma farda de detento. Aliás, ao chegar ao aerop...
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