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O último capítulo

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Depois de quase duas décadas ocupando uma área indígena sem ter pago nada por ela, sem respeitar meio ambiente e pegando grana a rodo do Estado, o naziarrozeiro Paulo César Quartiero se fez de vítima antes de desocupar a reserva Raposa Serra do Sol, na sexta-feira. Depois de destruir tijolo por tijolo suas fazendas ( foto acima ), pelas quais a União indenizou, para que os bens não ficassem para os índios, Quartiero improvisou um banco de madeira e sentou para esperar os agentes federais retirá-los à força. Não havia mais motivo para que ele continuasse lá. Mas quis sair afrontando e planejou ser preso pela Polícia Federal e Força Nacional de Segurança. Queria sair vitimizado, pois sabia que ser preso significava ampla divulgação de seu nome. O naziarrozeiro queria mídia para continuar com seu plano de fazer campanha eleitoral antecipada sem pedir um único voto. Mas as autoridades federais, mesmo afrontadas, decidiram manter a calma e vencê-lo pelo cansaço. Gritou com agentes federais,...

Engane-se quem quiser

O que significa essa mobilização liderada pelo naziarrozeiro Paulo César Quartiero? Não se trata apenas de mais uma ação virulenta contra as leis e as determinações do Governo Federal e, mais precisamente, contra as decisões da Corte maior deste país, o Supremo Tribunal Federal. Acima de todos seus interesses particulares está seu interesse político-partidário. Quartiero está fazendo campanha eleitoral antecipada sem pedir um único voto. Ele sabe que o povo roraimense sempre caiu nessa política do gogó, do “cabra-macho”, do afrontar o governo central, porque todos acabam acreditando que a culpa por Roraima não desenvolver é do Governo Federal – e não dos políticos corruptos locais e empresários que mamam nas tetas do governo. Está fixado no inconsciente coletivo que a culpa é dos índios, das ONGs, do Governo Lula (e de qualquer um que lá estiver), e nunca da corrupção, dos políticos que metem a mão nos cofres públicos e de empresários que ficam ricos por meio do dinheiro público que ba...
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Passivo ambiental muito alto para os benefícios que o arroz trazia para Roraima; no futuro, íriamos nos arrepender se os arrozeiros não saíssem daquela região, um dos berços do rio Branco

Dia D

Chegou o dia em que os produtores de arroz terão que deixar a terra indígena Raposa Serra, mais precisamente áreas de proteção onde está um dos berçários do nosso rio Branco. Depois de arrasar ecossistemas importantes e ameaçar os rios que formam o nosso rio Branco, o principal arrozeiro, Paulo César Quartiero arrasou os bens de suas fazendas. Está mais que comprovado com que tipo de gente Roraima estava acolhendo. Esperança Agora surge a esperança de que aquela área imprescindível para a sobrevivência de nossos principais mananciais de água potável e controle de nosso clima seja recuperada e curem as feridas abertas. Os benefícios que o arroz trazia para Roraima, na terra indígena, não pagavam os prejuízos ambientais e climáticos irreparáveis para Roraima e da Amazônia.

Só no gogó

Alguém se lembra da promessa do deputado federal Márcio Jaqueira, ops, Junqueira (DEM)? Ele esbravejou em seu programa de TV que iria pessoalmente inaugurar a ponte sobre o rio Tacutu, na fronteira com a Guiana, caso o presidente Lula não viesse a Roraima. Até hoje Lula não apareceu para a inauguração nem Jaq..., quer dizer, Junqueira cumpriu a promessa. Isso se chama “política do gogó”.

Papo furado

Não consigo acreditar nessa história de que o governo estadual não tem mais dinheiro para pagar o funcionalismo dentro do próprio mês trabalhado. Como este blog antecipou, o Estado arregou para a pressão dos professores e agora vai pagar 90% da categoria que recebem pelo Fundeb. Como um leitor deste blog já insinuou, essa história de pagar salário somente no segundo dia útil cheira uma tática para deixar o dinheiro aplicado, correndo juros, enquanto o servidor fica chupando o dedo.

Após os molotovs, a tática da ‘terra arrasada’

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Depois de comandar uma resistência aos policiais federais, usando tática de guerrilha e lançando bombas molotovs, agora o produtor Paulo César Quartiero destroi a estrutura de suas fazendas dentro da terra indígena Raposa Serra do Sol que deveria ficar para os índios. O produtor retirou tudo o que podia das sedes das fazendas Providência e Depósito e, no final, mandou passar o tratar o trator por cima do que restou das casas. Telhas, portas, janelas, cercas e outras benfeitorias, que foram indenizadas, foram arrancadas.