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Nem Moro nem Lula

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http://wordpress.concurseirosolitario.com.br/recomecar/ Jessé Souza * O PT foi construído em bases sólidas a partir de movimentos sociais, trabalhadores urbanos e rurais, indígenas, além de pessoas pobres que acreditavam em um país menos injusto. E todos sabem como esse partido chegou ao poder. Porém, a cúpula petista traiu todos os que acreditaram neste projeto, fazendo acordos espúrios para chegar ao poder e sendo mais um governo a manter antigos esquemas corruptos. Apenas mais um. Porém, isso não significa que essas pessoas que creram em um país melhor agora caiam nessa armadilha que vem sendo montada, dividindo o país em dois extremos: o país de Moro e o país de Lula. Nem e nem outro. Moro vem atropelando o Estado democrático de direito, e isso é perigoso porque já sabemos no que pode chegar quando o Estado é aparelhado para atacar quem ele acha se tratar de uma ameaça. Aqueles que lutaram por um país democrático, em favor dos trabalhadores e das minorias, não po...

Maluf e filtro vintage

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Jessé Souza* De repetente, mas não tão de repente assim, a França fez o que o Brasil nunca conseguiu fazer: prender o maior símbolo de corrupção deste país, Paulo Salim Maluf. E os franceses decretaram logo a prisão de toda a família, de toda a quadrilha que vinha assaltando o país de longas datas, mas que nunca foi punida pela Justiça brasileira. Para quem não sabe, Maluf foi o criador da lendária frase “rouba, mas faz”, lema de muitos políticos ladrões. Ele é a lembrança mais viva do Brasil da impunidade, da corrupção no poder público, exemplo de como se dar bem na política. De corrupto, passou a ser personagem de sátira e de máximas da política brasileira. A condenação francesa termina por revelar o que muitos querem renegar: a corrupção desde muito tempo quando a impunidade tornou Maluf uma figura quase mítica, pois muitas vezes debochou da imprensa, da Justiça, dos órgãos fiscalizadores e principalmente do eleitor brasileiro. É vergonhoso saber que a França cons...

Efeito Glória Pires

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https://mscamp.wordpress.com/2010/03/28/sem-opiniao/ Jessé Souza* Deitado no sofá para acompanhar minha mulher que assistia ao Oscar 2016 na TV, muito cansado depois de uma partida de futebol com os filhos, via alguns lances da programação ao vivo. Mais dormente que acordado, eu estava ali muito mais porque queria ver a felicidade da minha companheira, que gosta de cinema. Mas algo me chamou muita atenção: a atriz Glória Pires comentando, na Globo, os filmes indicados. Era tão superficial que chegava a ser patético. Lembro ainda das respostas: “Achei interessante”; “Curti, sim. “Foi merecido”; “Bacana”; “Não assisti”; “Não sou capaz de opinar”; “Muito interessante”; “Adorei”. Uma ótima atriz, reconhecida internacionalmente, inclusive, mas o que ela sabe fazer muito bem é representar. Como se tratava de uma programação ao vivo, não havia como disfarçar, editar ou cortar. Então decidiu ser ela mesma. Não havia outra saída. Então lembrei-me que estamos vivendo um “e...

Invasão S/A

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Jessé Souza * Boa Vista é uma cidade aonde invasor de terras públicas e privadas têm acesso direto a gabinetes de políticos. E isso vem de longas datas, pois eles não apenas acabam lucrando com isso, mas também se revelaram massa de manobra para que políticos consigam se eleger, especialmente para o cargo de vereador. É a chamada indústria da invasão. Nas últimas semanas, tudo indica que surgiu um movimento orquestrado em várias linhas de frente. Dia desses, um político apareceu dando entrevista a uma TV falando em nome de ocupantes de lotes urbanos em um bairro da zona Oeste. Em outras frentes, vêm sendo anunciadas mais invasões de terras, em que invasores vão ao Ministério Público tentar se passar de invasores de propriedades a vítima do sistema. O surgimento dessa indústria de invasão tem um motivo principal: o incentivo por parte de alguns políticos que se valem da esperteza dos que enxergam nesse ato uma forma de levar alguma vantagem e, também, da necessidade de mu...

Que país!

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Fonte: http://eugenioalerta.blogspot.com.br/ Jessé Souza * Esse momento de transição pelo qual o Brasil passa, a partir da Operação Lava Jato, tem provocado uma profunda reflexão sobre que país queremos a partir de agora. E isso significa que essa faxina não fique somente na política. É preciso que a sociedade também passe por uma faxina moral sem precedentes, pois é essa mesma sociedade que permite que políticos corruptos cheguem ao poder. A banda Legião Urbana, comandada por Renato Russo, já exclamava na década de 80: “Que país é esse!”. Essa exclamação, esse susto sobre o que era o Brasil, foi difundida por seus fãs, pelo público e pelas gravadoras como uma indagação: “Que país é esse?”, como se não soubéssemos. E viemos nos indagando diante dos seguidos escândalos e bandalheira geral da Nação ao longo desses anos. Então, agora precisamos avançar mais um pouco. A indignação precisa passar do susto e do questionamento em tom de letargia para outra pergunta crucial ...

Um novo símbolo

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Jessé Souza* Os países mais desenvolvidos há algum tempo vêm redescobrindo a bicicleta, um veículo barato, ecologicamente correto, que não ocupa muito espaço, desafoga o trânsito e ainda põe o corpo das pessoas em forma. Sim, países desenvolvidos. Porque em países atrasados, como o Brasil, esse veículo é satanizado e execrado, como se trânsito fosse lugar apenas para máquinas. Mas é isso o que pensam as pessoas do Terceiro Mundo, que ruas e avenidas são lugares apenas para máquinas, em prejuízo a pedestres, ciclistas e veículos que não sejam de quatro rodas. E quanto maiores e mais potentes, mais “direito” e mais “razão” essas máquinas têm no trânsito. E assim começa a guerrilha no trânsito, como se fosse uma divisão de classes. Em Roraima, a Prefeitura de Boa Vista começou a implantar as ciclofaixas e as ciclovias, as quais começaram a ser questionadas de alguma forma. Sem entrar nesse mérito, pois alguns questionamentos têm cunho explicitamente partidário, é preciso que ...

A escória

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http://www.ativismodesofa.net/2011_04_01_archive.html Jessé Souza* A pressão midiática de uma impressa a serviço de interesses escusos e das redes sociais, que deram vozes a quem no máximo falava grosso em mesa de bar, tem provocado um sentimento de inferioridade em quem defende o meio ambiente, minorias e temas afins, inclusive nas universidades. Esses não querem considerar que há espaço para todas as ideias, inclusive para quem defende os direitos dos animais e os que dizem que planta também tem alma e sentimento. Não há nada de errado em quem faz críticas ao capitalismo, pois o Brasil até agora só experimentou o capitalismo corrupto, onde a política de governos se mete na iniciativa privada para também intervir por meio da corrupção. Nem os que defendem direitos humanos, meio ambiente e questão indígena são seres inferiores (agora virou jargão chamar os críticos sociais de “comunistas”). Por um momento conturbado em que o mundo está passando, surgirem as vozes dos...