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CBX, Corrupção Brasil se multiplicando

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Jessé Souza* Essa é a cara do Brasil: o homem que já foi o mais rico do Brasil, Eike Batista, construiu sua fortuna com a ajuda da corrupção que campeia sem freio no meio político.  Com o desdobramento da Operação Lava Jato, a Polícia Federal aponta Eike, hoje ex-milionário, como um dos envolvidos no suposto esquema de desvio e lavagem de dinheiro que tem como personagem o ex-governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral, que já está preso. As cifras da corrupção apontam R$52 milhões em propina. É assim que a corrupção endêmica funciona no Brasil, com o dinheiro público alimentando esquemas envolvendo empresários desonestos, os mesmos que se beneficiam das falcatruas e depois lavam a mão dos corruptos em forma de doação para campanha eleitoral. Só para contextualizar, a marca das empresas do grupo empresarial leva as iniciais do nome de seu proprietário com a letra “x” no final, significando a multiplicação de seus negócios: EBX. Sendo assim, a Corrupção Brasil também te...

Do avesso

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Jessé Souza* Uma discussão nas redes sociais, que em primeiro momento parece algo estéril ou insignificante para os brasileiros, precisa ser visto com outro foco. A frase questionada é: “Trump não me representa”. Logo surgiram “memes” e inúmeras críticas aos que escolheram protestar contra o presidente dos Estados Unidos, por ele estar distante de nossa realidade e, por isso, não importasse para os brasileiros. É preciso entender que Trump assumiu seu país dando os primeiros passos para uma nova ordem mundial baseada no ódio, na supremacia dos norte-americanos, no ataque desmedido à imprensa (o principal fiscal dos governos) e seus “delírios protecionistas” que podem provocar estragos na economia mundial sem precedentes, já que vivemos em um mundo globalizado e conectado. Sua forma de fazer campanha eleitoral já havia dado o indicativo, por ter sido baseada em compartilhamentos de falsas notícias, o que vem sendo copiada pelo mundo e só reforça o esmagamento da ética na po...

Criador e criaturas

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Jessé Souza* Dois dias depois do artigo “Fake news”, publicado neste espaço, a assessoria de um parlamentar começou a ter muito trabalho para deletar e monitorar a avalanche de comentários de internautas, no Facebook,  acusando o político diretamente como responsável pela morte do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, vítima de um acidente de avião no Rio de Janeiro, no dia 19. O perfil do parlamentar até hoje recebe uma enxurrada de acusações diretas e indiretas como responsável ou interessado pela morte do relator da Operação Lava Jato no Supremo. Afinal, um áudio revelou o interesse desse político em enterrar as investigações, citando nominalmente o nome de Teori como o mais difícil, dos ministros, de ser dobrado. Então, diante das paranoias, das teorias conspiratórias e mentiras criadas na guerra de compartilhamentos virtuais, a verdade é a primeira a ser manipulada ou ignorada. E, mediante o grande volume de informações sendo disparadas, as p...

Caixas, pandora e Quixote

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Jessé Souza* Ao receber o Governo do Estado como uma “terra arrasada”, a atual administração prometeu uma auditoria e a responsabilização de administradores anteriores pelas perdas e danos causados ao Erário, ao bolso do contribuinte, aos cofres públicos. Mas não foi isso o que aconteceu. Quem apostou nessa administração ficou nesse vácuo da falsa expectativa. Esse é o grande mal da administração pública: os gestores que deixam os cargos vão jogando as bombas no colo das próximas administrações, as quais acolhem em primeiro momento como discurso de “terra arrasada” e, depois, para justificar a falta de um projeto a fim de recuperar o que foi perdido e fazer a máquina funcionar em favor da sociedade. Foi assim nesse governo, que passou um bom tempo culpando a administração anterior e que ainda continua usando esse escudo para justificar a incompetência em não conseguir administrar melhor. Está sendo assim com a maioria dos prefeitos dos municípios mais pobres do interior,...

Menos blá-blá-blá e mais ação

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Jessé Souza* O tambor vinha sendo tocado há muito tempo dentro dos presídios. Os recados vinham sendo dados de dentro da Penitenciária Agrícola de Monte Cristo (Pamc). Mas ninguém quis ouvir o chamado de alerta. Se as autoridades ouviram, fingiram que não era com elas. Estavam preocupadas com suas reeleições, com licitações e acordos particulares ou de grupos. O problema é que só fingiram que estavam fazendo algo. Audiências públicas, seminários, audiências e workshops não faltaram. Muito se falou, muito se reuniu com cafezinho, água, lanches, ar-condicionado e blá-blá-blás. Mas, logo depois, o silêncio; não o silêncio dos sábios para refletir e agir, mas para se esquivar e enganar. Na Pamc, em Roraima, de tanto o tambor tocar, a guerra eclodiu, chamando a atenção do país de que tudo está errado e que todos se omitiram (ou quase todos, pois um deputado andava alertando em um programa de TV que tragédias iriam ocorrer, mas ninguém o ouviu e o chamavam de “defensor de bandid...

Degola no Brasil

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Jessé Souza* Uma notícia passou despercebida na avalanche de informação repassada diariamente no átimo de compartilhamentos: um motociclista que fugiu da abordagem policial, foi perseguido pela Polícia Militar e alvejado a tiros por um desconhecido que também estava de moto e atirou contra a pessoa que estava em fuga. Fugir da abordagem policial ou de uma blitz não é uma decisão correta, mas isso não significa que a pessoa se tornou um bandido especialmente não significa que qualquer um se ache no direito de atirar em alguém pelo simples fato de achar que ali se trata de um bandido. Outras situações não só têm passado em branco como aplaudidos pela sociedade: o espancamento de suspeitos de roubos e furtos, em uma indignação que ultrapassa a barreira da civilidade e desemboca na barbárie da “justiça com as próprias mãos”. Quando alguém nas redes sociais fala que está sendo instalado o fascismo, no Brasil, muitos surgem logo com suas postagens que se assemelham a caniv...

Fake news

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Jessé Souza* Em uma dessas visitas que as escolas promovem à Redação do jornal, presenciei uma garotinha de não mais do que 7 anos de idade questionar a respeito de notícias falsas que circulam na internet. Foi uma surpresa diante de uma realidade cada vez mais frenética produzida pelo imediatismo das redes sociais e compartilhamento via WhatsApp, território de ninguém onde as pessoas não querem mais questionar sobre a veracidade dos fatos. Esse fenômeno de “notícias fakes (falsas)” não é novo e vem sendo usado há um certo tempo nas campanhas eleitorais em vários estados brasileiros, inclusive aqui, em Roraima, onde exército de fakes é contratado para disseminar falsas informações a fim de prejudicar adversários e beneficiar aqueles que pagam pelo serviço. Essa onda orquestrada de compartilhamento de notícias falsas está dentro da lógica do chefe da propaganda nazista Joseph Goebbels, que dizia: “Uma mentira repetida milhares de vezes vira uma verdade”. Com um volume gra...