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Velhas raposas Jessé Souza* O caso em que a Câmara Municipal de Boa Vista se envolveu após uma matéria do Fantástico, que livrou a cara de uns vereadores sabidamente envolvidas nas maracutaias, merece uma reflexão mais aprofundada. Com o escândalo do Petrolão, em nível nacional, no qual caciques da política brasileira estão atolados até o pescoço, a produção de polêmicas locais, daqui para frente, servirá para desviar o foco das atenções. Não precisa ser um bom entendedor de leis para perceber que a decisão judicial que suspendeu as verbas da Câmara, motivada por uma ação do Ministério Público, será derrubada fatalmente por instâncias superiores. O orçamento dos legislativos municipais é determinado constitucionalmente a partir do orçamento da Câmara Federal. Então, não caberia intromissão do Judiciário sobre o assunto, a não ser que realmente estivesse acima do teto legalmente permitido, o que não é o caso de Boa Vista. É questionável, sim, a forma como a maioria dos vereadores e...

Mata ciliar do igarapé Água Boa está desaparecendo

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Igarapé Água Boa está com parte da mata ciliar destruída nas áreas de sítio (Foto: Divulgação) A s autoridades ambientais não estão levando o assunto a sério. A mata ciliar do igarapé Água Boa e de outros mananciais na zona rural de Boa Vista está sendo destruída de forma silenciosa. Todos sabem que é a vegetação nas margens dos rios, igarapés e lagos que mantêm vivos os mananciais. Se as matas ciliares não forem cuidadas, isso significa a decretação da morte de nossos principais mananciais. A imagem abaixo mostra que a agressão ao Água Boa avança de forma séria, mas o fato não desperta a atenção das autoridades. Este igarapé é um dos locais de lazer de boa parte da população, seja nas dezenas de sítios particulares ou sob a ponte na BR-174 sul, onde o acesso é publico. O Rio São Francisco está morrendo por causa da destituição das matas ciliares, no Nordeste. Em São Paulo, a falta de água castiga a população da maior metrópole da América Latina. Então, vamos agir...
O preço da invasão  Jessé Souza* A indústria da invasão de terras públicas e particulares é consequência dessa cultura que se instalou em Roraima de que é preciso ter na política a forma de se dar bem ou de conseguir algum benefício pessoal ou familiar. Se os políticos dão mau exemplo lá em cima, então o restante da sociedade, aqui em baixo, sente-se autorizada a agir na esperteza. O que muitos não querem perceber é que esta esperteza tem um preço muito alto para todos, pois submeter-se ao expediente de pedintes oficiais significa vender ou trocar o voto. E negociar o voto, por sua vez, é manter no poder os mesmos políticos que afundaram o Estado de Roraima nessa política partidária movediça. O exemplo para que existam tais movimentos invasores também vem de cima, dos políticos que promoveram o maior butim agrário jamais visto em Roraima, quando autoridades dos mais altos gabaritos se apropriaram feito aves de rapina das terras repassadas ao Estado pela União. Lotearam o Estad...
‘Homo infirmus’ Jessé Souza* Recebi um texto que veio bem a calhar a respeito de remédios e doenças. Tenho uma grande resistência a tomar medicamentos. Não é qualquer dor que faz me render a pílulas, gotas ou frascos prescritos ou por qualquer indicação. Venho de uma família que era muito ligada aos conhecimentos tradicionais e que mantinha no quintal plantas que serviam de chás ou porções para tratar até mesmo doenças mais agressivas, como a malária ou mesmo pedras nos rins. Aliás, antes de a indústria farmacêutica se apoderar do mundo, as famílias eram obrigadas a apelar para os conhecimentos que vinham de nossos ancestrais. O campo aberto ou a mata fechada era o local para se buscar ervas e chás, até mesmo complemento alimentar a fim de garantir vitaminas essenciais para ajudar a curar o corpo e a mente. Não é a toa que pajés e benzedeiras tinham, e ainda têm, em lugares distantes da cidade, sua importância. Ontem recebi e-mail que faz um alerta sobre a ação da indústria méd...
Bom dia! Depois de alguns meses pensando em alçar novos voos, decidi que o projeto do blog Pajuaru chegou ao seu prazo de validade. O espaço foi criado há alguns anos pensando na longa e dura batalha em favor da causa indígena, que foi vencida na mais alta Corte da Justiça brasileira, o Supremo Tribunal Federal (STF). Agora é hora de pensar em um novo projeto, novos planos. Então, decidi "matar" o Pajuaru para dar início a um blog pessoal, sobre minhas ideias e minhas opiniões a respeito de Roraima e sua gente. Ainda não sei que cara, realmente, terá este novo espaço, pois tenho uma jornada pesada no jornal Folha de Boa Vista, cujo contrato me impede de ter um canal de notícias ou que possa conflitar com a produção jornalística diária. Então, irei tentar conciliar minha carreira profissional com minha jornada na blogosfera muito semelhante ao que estou fazendo nas redes sociais, emitindo opinião principalmente sobre a política. As belezas sobre Roraima, a cultura, o turis...

Cacaranã, o lago cantado em versos

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                                                                                  Foto: Jorge Macêdo O Lago do Caracaranã fica a cerca de 170Km de Boa Vista, duas horas de carro Cantado e declamado nos versos dos artistas regionais, o lago do Caracaranã é um dos pontos turísticos mais apreciados de Roraima. Localizado a 170km da Capital, fica no Município de Normandia, a Nordeste do Estado, na fronteira com a Guiana. São quase duas horas de viagem de carro. O lago está dentro dos limites da Terra Indígena Raposa Serra do Sol e por três décadas fez parte da polêmica luta dos po...