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Do problema ao caos

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www.aspacer.com.br Jessé Souza * Já escrevi sobre isso aqui e repito: a questão do trânsito em Boa Vista é tratada sempre na base do remendo e do sufoco. Quando o caos chega ao limite do insuportável é que surgem as obras. Não existem estudos para se antecipar e evitar que os problemas não cheguem ao nível de caos. O exemplo disso é o que está acontecendo na Avenida Carlos Pereira de Melo, onde a Prefeitura de Boa Vista instalou três semáforos em sequência, um a poucos metros do outro, em cruzamentos com grande fluxo de veículos diariamente, seja de segunda a sexta-feira, feriados ou fins de semana. Já foram feitas duas adaptações naquele trecho e, por último, foi instalado um novo semáforo, esta semana, o terceiro, no cruzamento do Supermercado São Jorge [propaganda de graça], que é a confluência que dá fluxo para os bairros Cidade Satélite, União, Santa Teresa e Piscicultura. Não precisa ser especialista em trânsito para antecipar que chegará o momento em que...

Próximos capítulos

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Jessé Souza* No dia 23 de janeiro passado, escrevi aqui, neste mesmo espaço, o artigo intitulado “Da Itália a Roraima: só perguntas”, no qual comentei a respeito do que está ocorrendo no Brasil, fazendo uma comparação com o passado da Itália. Frisei que estavam levando um processo de caça à corrupção demonizando um único partido, o PT, o que vinha dando certo naquele momento, pois a opinião pública absorveu a ideia de que só existiria mesmo um partido corrupto, causa de todo o mal no Brasil. Comentei que, na Itália, berço das maiores máfias mundiais, o combate à corrupção travou quando descobriram que a bandalheira era geral e profunda, mexendo com todo mundo, com toda estrutura da sociedade daquele país. Então, como poucos escapariam da guilhotina, os italianos chegaram a uma conclusão: “Se todos são culpados, logo todos são inocentes”. No Brasil, a culpa por tudo de errado passou a ser de um único partido a partir das canetadas do juiz Moro, que tem sido seletivo no julg...

Do viaduto à ciclovia

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www.pedalx.com.br Jessé Souza* Ainda lembro-me das recorrentes críticas que muitos faziam do viaduto construído pelo então prefeito Ottomar Pinto (que morreu governador), no cruzamento das avenidas Venezuela e Glaycon de Paiva, onde ocorriam graves acidentes de trânsito. O viaduto foi construído ali para salvar vidas, mas começou a receber críticas porque havia pouco fluxo de veículos. Foram anos de críticas. E hoje parece óbvio que um viaduto sempre deveria existir não só ali, mas em outros cruzamentos. A mesma crítica se fez nos dois outros viadutos no trecho sul da BR-174, com destaque para o que foi instalado na entrada para o Anel Viário, hoje também pouco utilizado pelo baixo fluxo de veículo. Mas o tempo vai se encarregar de provar a grande utilidade dessas obras. Atualmente, os críticos dos críticos estão atacando a construção das ciclovias em Boa Vista. E o ponto principal das críticas é exatamente esse, o da falta de ciclistas utilizando o espaço. E isso porque...

A favela

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http://canalcienciascriminais.jusbrasil.com.br/artigos Jessé Souza * Sabemos de cor e salteado que o sistema prisional de Roraima está falido. E não é de hoje. Ao longo dos seguidos governos, não houve investimentos para ao menos resolver a questão estrutural dos presídios. Se muito fizeram os políticos, no máximo foi convocar audiência pública e seminários para discutir o que todos já sabemos. Não se viu parlamentar destinando recursos de suas emendas para estruturar o sistema prisional. Nem existiu planejamento para captar recursos de programas federais a fim de amenizar o caso. Dos recursos que chegaram, boa parte acabou no ralo da corrupção. Com os presídios construídos ainda no tempo de Território Federal, é óbvio que um dia a estrutura iria chegar ao seu limite, já que nem reformas substanciais, como forma de paliativo, vinham sendo feitas pelos governantes, pois presídios sempre foram vistos com depositários de gente que tinha de ser banida do convívio da socied...

Cara de pau e Óvnis

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https://oblogmenoslidodomundo.wordpress.com/ Jessé Souza* O que impressiona nos discursos de moralidade que vêm sendo feitos nas redes sociais é o descaramento de achar que os casos de corrupção foram inaugurados recentemente na História do Brasil. É como se ninguém tivesse culpa nesse cartório eleitoral e os políticos corruptos de tempos passados não existissem ou foram eleitos por ETs que visitam a Terra a cada dois anos e que foram às urnas no lugar dos terráqueos brasileiros. Esta semana, começou a circular um vídeo do falecido Enéas (aquele do bordão “Meu nome é Enéas”), no qual ele fala exatamente do que iria acontecer no Brasil. Pela sua fala exaltada, ele era tratado como um doido qualquer, um ser excêntrico que estava na política apenas para fazer graça no Horário Eleitoral Gratuito. E por isso votaram nele, não por seus posicionamentos. Também começou a circular outro vídeo de uma entrevista com o deputado federal Tiririca, no qual ele fala dos esquemas das e...

O Brasil em momentos

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http://jornalevangelhoecidadania.blogspot.com.br/ Jessé Souza* Quem conhece um pouco de História (com “h” maiúsculo) consegue entender que representam realidades bem diferentes a do golpe militar de 1964 e a de hoje, quando setores da sociedade brasileira voltam a pedir uma “intervenção militar” com a desculpa de que seria uma “intervenção constitucional”. Naquela época, os ânimos eram muito semelhantes, quando as pessoas clamavam em nome da defesa da “moralidade e da família”, e também bradavam contra a “corrução e o comunismo”. Porém, naquela época, o mundo vivia a chamada Guerra Fria, quando existiam disputas estratégicas e conflitos entre os Estados Unidos e a União Soviética. Era um conflito muitas vezes silencioso que envolvia várias frentes, de ordem política, militar, tecnológica, econômica, social e ideológica entre as duas nações e suas zonas de influência. Nesse meio entrou o Brasil com suas incertezas, mazelas, insatisfações e guerras ideológicas que possib...

O mundo dos ídolos

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http://i2.wp.com/elmolinoonline.com/wordpress Jessé Souza* As redes sociais acabaram por privilegiar a superficialidade que é exigida pela velocidade das postagens. Não há mais tempo para reflexão e estudo de um tema. Todos querendo impor de forma rápida e contundente seu ponto de vista muitas vezes na base da imposição, do grito, digamos assim, tornando o que seria um debate em algo beirando ao histerismo. Como faltam argumentos e muitas vezes conhecimento mais profundo, apelam para a questão moral, buscando na religião o enquadramento do outro. E não é à toa que pastores televisivos conquistam mentes e corações para aumentar seus patrimônios terrenos, tudo na base da exploração do discurso com base na moral. Quando a religião se mete nos debates, começam a surgir os ídolos eleitos por aqueles que defendem uma ideia ou um pensamento. Então, a Bíblia passa a ser usada para apontar quem é “bom” e quem é “mau”, quem vai para o “céu” e quem vai para o “inferno”, quem está...