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Made in EUA

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http://cartasmentirosas.blogspot.com.br/ Jessé Souza* Nós, brasileiros, não importamos somente o modismo, as expressões, o sanduíche, as estampas, os filmes e a moda dos norte-americanos. Também adotamos o medo e a paranoia na política, esta que acaba se misturando às pregações religiosas. Nos Estados Unidos, Donald Trump surgiu como um fenômeno porque soube explorar o medo de seus conterrâneos; o medo dos refugiados, dos terroristas islâmicos e dos acordos de livre comércio com a China, apontados como possível gerador de desemprego futuro. No Brasil, uma figura semelhante também tem ganhado destaque: Jair Bolsonaro, um militar que discursa como linha-dura, com posições “politicamente incorretas”, prometendo atacar tudo aquilo que representa medo à sociedade brasileira: criminosos, “comunistas”, corrupção, insegurança, prostitutas, homossexuais, numa mistura de extremismo religioso e político em um só bolo de ultra-direita. Trump promete "fazer os Estados Unidos...

A tática do pânico

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colunadolam.blogspot.com Jessé Souza* As redes sociais e o WhatsApp têm servido para a disseminação das mais diversas mentiras e alarmismos com o claro objetivo de levar as pessoas a agirem por impulso e emoção, principalmente quando se trata do momento político atual, eliminando a criticidade e a reflexão. Retrocedendo um pouco no tempo, antes da popularização da internet e do celular, em Roraima as pessoas eram incitadas a acreditar em mentiras propagadas principalmente por meio do rádio e via correntes por e-mail. A suposta internacionalização da Amazônia, a partir das terras indígenas, era o engodo que mais alienava as pessoas. O tempo passou, a questão indígena foi decidida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e a verdade veio à tona. Todo o alarido e o alarmismo feito pelos políticos tinham um único objetivo: despertar a insegurança e o medo nas pessoas como forma de as manterem manipuláveis. Como venho repetindo há anos neste mesmo espaço, o desconhecimen...

Eis a questão

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Jessé Souza* Há muito tempo existe uma longa batalha da imprensa brasileira com relação a processos judiciais que envolvem autoridades, principalmente aquelas do mais alto escalão de governos ou blindadas por imunidade parlamentar. Nem sempre os jornalistas conseguiram transpor as barreiras e foram vencidos pelo poder do sigilo e de magistrados que jamais permitiram que informações fossem a público sob a alegação de que acusados não podem ser considerados culpados antes do julgamento final. Mas eis que, de uma hora para outra, surgiu o juiz Moro, que quebrou  todas as barreiras, antes intransponíveis, que existiam entre a tramitação de processos e o interesse da imprensa em divulgar os fatos, principalmente no que diz respeito a políticos. E até a mais alta autoridade do país, a presidente da República, teve divulgada a sua conversa telefônica grampeada. O que pareceu muito curioso é que muitos advogados não só aplaudiram essa ação do magistrado, mas o defendem de f...

Eis a questão

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www.gazetadopovo.com.br Jessé Souza* Há muito tempo existe uma longa batalha da imprensa brasileira com relação a processos judiciais que envolvem autoridades, principalmente aquelas do mais alto escalão de governos ou blindadas por imunidade parlamentar.  Nem sempre os jornalistas conseguiram transpor as barreiras e foram vencidos pelo poder do sigilo e de magistrados que jamais permitiram que informações fossem a público sob a alegação de que acusados não podem ser considerados culpados antes do julgamento final. Mas eis que, de uma hora para outra, surgiu o juiz Moro, que quebrou  todas as barreiras, antes intransponíveis, que existiam entre a tramitação de processos e o interesse da imprensa em divulgar os fatos, principalmente no que diz respeito a políticos. E até a mais alta autoridade do país, a presidente da República, teve divulgada a sua conversa telefônica grampeada. O que pareceu muito curioso é que muitos advogados não só aplaudiram essa aç...

Pedido e faxina

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fronteiraagora.com.br Jessé Souza * Em uma rede social, esta semana, uma parlamentar fez uma postagem sobre o momento político, criticando duramente um senador de Roraima, e recebeu vários comentaram de internautas, alguns fora do contexto. Como ela aparecia com uma Constituição Federal, na foto, em duas postagens leitoras fizeram um pedido: queriam ganhar um exemplar da Constituição. Uma delas também pediu livros para que pudesse estudar a fim de passar em concurso público, pois alegava que não tinha condições financeiras. Esta internauta recebeu retorno de seu pedido da assessoria da parlamentar, que afirmou que alguém iria entrar em contato com ela. Curioso, entrei no perfil da moça que alegava falta de condições financeiras para comprar livros. Então, eis que surgiram fotos da internauta em passeios nos pontos turísticos do Rio de Janeiro, nas praias de Fortaleza e em cachoeiras da cidade amazonense de Presidente Figueiredo. Também havia registros de festinhas infa...

Tempos de incógnita

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http://www.colegioweb.com.br/ Jessé Souza* Ano eleitoral, tempo em que os políticos e os pretensos candidatos começam a agir de todas as formas. Uns investem em invasores de terra. Outros distribuem ovos de páscoa na periferia; ou mesmo melancia. Alguns se metem em caravanas no interior do Estado. Há os que levantam antigas bandeiras, com os casos de Pacaraima e da regularização fundiária e urbana; e por aí afora. Se o eleitor ficar bem atento e começar a observar as movimentações na mídia tradicional e nas redes sociais, verá como os políticos estão se articulando, cada um tentando ocupar espaços, inventando fatos, fantasiando outros ou ressuscitando temas que mexem com o imaginário das pessoas ou com suas necessidades básicas. Porém, teremos uma das eleições mais diferentes de todos os tempos, já que, em nível nacional, o discurso de extrema direita tem dominado o cenário político e midiático de Norte a Sul do Brasil. A histeria e o espetáculo histriônico têm subst...

Da fila ao voto

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http://acidezmental.xpg.uol.com.br/imagens/fila.jpg Jessé Souza* Na fila do restaurante do shopping, no domingo passado, um cidadão, na hora de confirmar o seu pedido e pagar a conta, tentava convencer o atendente a dar um jeito para que seu prato saísse primeiro, na frente dos demais pedidos. Logo atrás, ouvi a resposta do caixa: “Não dá porque aqui é pelo número no painel”. Esse é o comportamento típico do brasileiro, que vai às ruas exigir o fim da corrupção e clamando por ética, mas não quer cumprir com as regras básicas da sociedade, que é aguardar sua vez na fila do atendimento, seja no banco ou numa praça de alimentação do shopping. Seria extraordinário que esse movimento de ir para as ruas realmente fosse um choque de moralidade no Brasil, de baixo para cima. Mas, pelo que se vê no dia a dia, tudo é pura ilusão, pois o descaramento neste país da esperteza é tanta que as pessoas acreditam que a ética e as leis têm de ser cumprida somente lá em cima, e não aqui...