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Túmulo caiado

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Jessé Souza* A carnificina de domingo, na Penitenciária Agrícola (?!) de Monte Cristo (Pamc), além de um cenário sombrio que vinha sendo anunciado, representa a realidade de um Estado comandado pela bandidagem que, por meio do crime organizado, montou um poder paralelo em Roraima.  As facções criminosas vêm mostrando seu poder há um certo tempo, muito antes de representantes desse atual governo terem negado a existência delas na tentativa de amenizar a ação dos bandidos pela tática da negação, como ocorria por aqui desde os tempos do “nada a declarar”. O fato é que há tempos os criminosos dão as cartas dentro e fora dos presídios, afrontando as autoridades constituídas, aterrorizando a população  e deixando refém todo o sistema prisional, este que consegue manter uma vigilância somente do portão principal para trás.  Atualmente, sem as condições de trabalhos necessárias e com um sistema falido, os agentes penitenciários e os policiais militares que atuam ...

Apenas um sonho

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Jessé Souza* Em 2004, quando estive em Seattle (EUA), visitei o Parque Nacional Olympic, onde pude não somente apreciar a exuberante natureza daquela região, mas também observar a estrutura disponibilizada aos turistas que por lá se aventuram. Naquela época, eu não tinha pretensão alguma de criar um site voltado às belezas naturais de Roraima, como tenho hoje, o Roraima de Fato (www.roraimadefato.com).  Mas aqueles passeios em Seattle e em outras cidades do Novo México, Oklahoma, Califórnia e até mesmo Whasignton-DC, me animaram a fazer algo para mostrar as belezas de nosso Estado,  mesmo sabendo que seria inimaginável ter uma estrutura a altura do que vi por lá, na área de turismo.  Não fui fazer turismo, e sim um intercâmbio profissional e cultural voltado ao jornalismo, mas a oportunidade que eu tinha não hesitava em fazer passeios nas horas vagas, economizando dinheiro do intercâmbio para conhecer os pontos turísticos e ver a estrutura proporcionada ao vi...

Fator Trump

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Imagem: Divulgação/Google Jessé Souza* Não faz muito tempo, a sociedade roraimense cultuou um ódio muito grande pelos indígenas, alimentado principalmente por políticos que se beneficiavam desse racismo com o discurso de suposto desenvolvimento e em defesa daqueles grandes produtores que chegavam achando que por aqui era uma terra sem porteira e de “muro baixo”, como diziam. Não se tratava de um comportamento de gente desfavorecida intelectualmente nem de baixa escolaridade. Esse ódio estava na universidade, nos discursos políticos, nos clubes, em sociedades ditas secretas e seculares, na mídia e por onde havia gente que acreditava nesse discurso de uma nota só. Os preconceituosos e racistas nunca tiveram medo de se esconder, pois havia um consenso burro de que era isso mesmo, de que o índio era o responsável por toda a desgraça desta terra. E os estrangeiros que  defendiam os povos indígenas eram atacados da mesma forma, numa xenofobia sem precedentes. Mas, aos po...

Cenário sombrio

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Jessé Souza* Não há políticos e governantes inocentes neste episódio de pagamento parcelado dos servidores públicos do Governo do Estado. A atual administração recebeu um Estado quebrado, mas isto não significa que o grupo está inocente ou vítima da administração anterior, como seus integrantes vinham pregando desde que assumiu a condução do governo. Já que não tomou as medidas saneadoras necessárias, a bomba de efeito retardado estourou agora. Esta administração, ao optar por empurrar com a barriga, permitiu que o cenário, que já era ruim, se tornasse insustentável. Então, obviamente que a corda só arrebentaria do lado mais fraco, neste caso, no lombo dos servidores. Mas este fato não isenta os governantes anteriores, a exemplo de empréstimos bilionários feitos na administração do então governador Anchieta Junior, o que obriga o Estado a arcar com R$20 milhões mensais. Foram quase R$220 milhões em dívidas deixadas, e isso sem contar com as contas atrasadas. Ao sair pa...

Frigideira e fogueira

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Jessé Souza* O barulho das urnas, em 02 de outubro, parece não ter ecoado como deveria pelos lados daqueles que levaram uma surra eleitoral. É fato que a prefeita Teresa Surita (PDMB) teve uma campanha milionária em relação aos demais e ainda foi beneficiada pelas montanhas de recursos federais destinados a realizar as obras que embelezaram o Centro de Boa Vista e alguns poucos setores dos bairros mais afastados. Mas é fato também que o grande descontentamento do eleitor em relação ao que foi prometido e não cumprido pelo grupo que comanda o Governo do Estado pesou bastante na hora de os eleitores terem ido às urnas. A começar pela promessa de se fazer uma auditoria e, por conseguinte, apresentar o resultado para a sociedade e aos órgãos fiscalizadores, para que aqueles que quebraram o Estado fossem responsabilizados. Esse grupo que comanda o governo recebeu, sim, os cofres públicos quebrados, com o Estado já caminhando aos trancos e barrancos. E o que se vê hoje, com pa...

Esperando por São Paulo

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Imagem: Google Jessé Souza* São Paulo veio nos trazer uma lição. Por lá, os eleitores decidiram que queriam um bilionário como prefeito, o qual fez uma campanha eleitoral pregando o antipolítico, ou seja, dizia que não era político e que estava disposto a fazer o que os políticos de carreira nunca fizeram. Logo, o prefeito eleito de São Paulo é a concretização do discurso de que um empresário bem-sucedido, que sabe administrar suas próprias riquezas e que não precisaria roubar, poderia ser a saída para os desmandos a que se meteu a política partidária.  O Brasil anda tão esculhambado e incerto que não é mais possível fazer uma análise de conjuntura com segurança. Nem se pode mais dizer que apenas o iletrado cai nas armadilhas do “mais rico”, do “mais bonito”, do “mais autoritário”, do “bom de papo”, pois o processo de impeachment que acabamos de viver terminou por revelar gente metida a intelectual que passou a defender Bolsonaro como saída para o Brasil. As ...