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Inauguração de escola no Cantá: um marco vergonhoso

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A inauguração da reforma da Escola Estadual José Aureliano da Costa, no Município do Cantá, Centro-Leste do Estado, representa um marco vergonhoso em termos político: 16 anos sem obras de reforma daquela unidade de ensino. A solenidade foi no sábado, mas as tintas da história estão bem fresquinhas para lembrar do que o “governo cupim” foi capaz. Se o ato público representa um novo tempo para os 461 alunos matriculados naquela unidade, nas modalidades de Ensino Fundamental, Médio e EJA (Educação de Jovens e Adultos), ele também serve de expectativa para que esta realidade mude. No discurso, a governadora Suely Campos (PP) prometeu que vai recuperar a qualidade do ensino para que possibilite aos alunos um espaço digno para que eles estudem, bem como a qualificação dos professores. Segundo ela, 16 escolas estão sendo reformadas, além de outras reformadas e revitalizadas de acordo com a avaliação das condições estruturais. São mais de 300 unidades escolares que não passar...

Depois do 'governo cupim', a primeira inauguração

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Tenho dito que a administração de Anchieta Junior (PSDB) foi o “governo cupim”, que fez o desfavor de destruir o que já não vinha bom a um certo tempo. E o seu sucessor, governo Chico Rodrigues (PSB) apenas deu continuidade ao que já existia: NADA. Tempo em que prédios ficaram entregues ao descaso, alguns caindo aos pedaços e outros literalmente desabaram. As escolas públicas foram um exemplo à parte de como tudo desandou. A Escola Estadual José Aureliano da Costa, localizada no Município do Cantá, a Centro-Leste do Estado, é um desses exemplos, alvo inclusive de protestos de pais e professores, no ano passado. O prédio daquela unidade de ensino ficou por mais de cinco anos sem revisão na parte elétrica e hidráulica. Os 400 alunos matriculados começaram as aulas este ano, mas tiveram que voltar para casa por causa da situação vexatória e de risco: sem bebedouros, banheiros interditados, sujeira por toda parte, parte do forro desabou sobre as carteiras e fiações expostas, que co...

KANAIMÉ

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CONFIRMADO                                               Imagem: Divulgação O que eu havia comentado no artigo “Velhas raposas” , nesta quinta-feira, ocorreu. O Tribunal de Justiça determinou a volta do pagamento das verbas da Câmara, entre elas a de gabinete. O percentual é definido constitucionalmente a partir dos valores da Câmara Federal, onde é o princípio de tudo e onde deveria haver uma mobilização para que se houvesse cortes nos percentuais de cima a baixo. E os cortes deveriam atingir também o próprio Judiciário e órgãos fiscalizadores, onde há valores que jamais foram questionados e que provavelmente não aparecerá ninguém com coragem para fazer questionamentos e greve de fome. BURACO Depois de meses de atraso, o Ministério Público decidiu ao...
Dia da Pátria-que-o-pariu  Jessé Souza* Sou do tempo em que se celebrava qualquer conquista: um tênis novo, um lápis novo ou caderno novo com o seu cheiro peculiar junto com a borracha de apagar. Tudo era motivo para se celebrar, inclusive uma calçada nova ou mais uma parede de tijolo levantada na casa de madeira. Festa ainda que apenas de algazarra. Das tribos dos tempos mais remotos até as atuais, o ser humano festeja. Em Roraima, por exemplo, os índios que dançam o Parixara ou o Arereuia em reuniões, rituais ou mesmo antes de fazer um mutirão com a comunidade, o chamado ajuri. Celebrar significa agradecer os feitos, pelo esforço pessoal ou pela ajuda dos céus, seja de que credo a pessoa for. Mas parece que este comportamento natural do ser humano está desaparecendo, principalmente depois que as redes sociais ganharam força. Está se tornando errado ou feio comemorar (“A inveja tem Face”, dizem logo os que não querem celebrar ou mesmo sentem-se incomodados com a alegria dos o...
Velhas raposas Jessé Souza* O caso em que a Câmara Municipal de Boa Vista se envolveu após uma matéria do Fantástico, que livrou a cara de uns vereadores sabidamente envolvidas nas maracutaias, merece uma reflexão mais aprofundada. Com o escândalo do Petrolão, em nível nacional, no qual caciques da política brasileira estão atolados até o pescoço, a produção de polêmicas locais, daqui para frente, servirá para desviar o foco das atenções. Não precisa ser um bom entendedor de leis para perceber que a decisão judicial que suspendeu as verbas da Câmara, motivada por uma ação do Ministério Público, será derrubada fatalmente por instâncias superiores. O orçamento dos legislativos municipais é determinado constitucionalmente a partir do orçamento da Câmara Federal. Então, não caberia intromissão do Judiciário sobre o assunto, a não ser que realmente estivesse acima do teto legalmente permitido, o que não é o caso de Boa Vista. É questionável, sim, a forma como a maioria dos vereadores e...

Mata ciliar do igarapé Água Boa está desaparecendo

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Igarapé Água Boa está com parte da mata ciliar destruída nas áreas de sítio (Foto: Divulgação) A s autoridades ambientais não estão levando o assunto a sério. A mata ciliar do igarapé Água Boa e de outros mananciais na zona rural de Boa Vista está sendo destruída de forma silenciosa. Todos sabem que é a vegetação nas margens dos rios, igarapés e lagos que mantêm vivos os mananciais. Se as matas ciliares não forem cuidadas, isso significa a decretação da morte de nossos principais mananciais. A imagem abaixo mostra que a agressão ao Água Boa avança de forma séria, mas o fato não desperta a atenção das autoridades. Este igarapé é um dos locais de lazer de boa parte da população, seja nas dezenas de sítios particulares ou sob a ponte na BR-174 sul, onde o acesso é publico. O Rio São Francisco está morrendo por causa da destituição das matas ciliares, no Nordeste. Em São Paulo, a falta de água castiga a população da maior metrópole da América Latina. Então, vamos agir...
O preço da invasão  Jessé Souza* A indústria da invasão de terras públicas e particulares é consequência dessa cultura que se instalou em Roraima de que é preciso ter na política a forma de se dar bem ou de conseguir algum benefício pessoal ou familiar. Se os políticos dão mau exemplo lá em cima, então o restante da sociedade, aqui em baixo, sente-se autorizada a agir na esperteza. O que muitos não querem perceber é que esta esperteza tem um preço muito alto para todos, pois submeter-se ao expediente de pedintes oficiais significa vender ou trocar o voto. E negociar o voto, por sua vez, é manter no poder os mesmos políticos que afundaram o Estado de Roraima nessa política partidária movediça. O exemplo para que existam tais movimentos invasores também vem de cima, dos políticos que promoveram o maior butim agrário jamais visto em Roraima, quando autoridades dos mais altos gabaritos se apropriaram feito aves de rapina das terras repassadas ao Estado pela União. Lotearam o Estad...