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A sobrevivência

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Jessé Souza* Há quase um ano, lembro de pessoas teorizando que o Estado de Roraima não suportaria a inauguração de dois shoppings. As previsões apocalípticas eram de que ao menos um desses Malls sucumbiria à crise ou ao fato de o Estado não ter consumidores suficientes para manter aberta a porta dos dois empreendimentos desse porte. Havia também os defensores do argumento de que o nosso Estado abrigava um grande número de pessoas inadimplentes ou endividadas, o que significaria que essa realidade provocaria sérios reflexos negativos ao movimento dos shoppings recém-criados àquela época. Pois bem. Um ano se passou e os dois empreendimentos estão aí, inteiros. É verdade que o momento econômico é desfavorável, não só em Roraima, mas em todo o Brasil. Porém, os shoppings atravessaram todas as adversidades e mostram-se firmes, com o comércio apostando em melhorias e com os dois empreendimentos disputando a clientela, que tem correspondido, apesar da crise nacional. Nesse ...

Cor da ideologia

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Jessé Souza* Okay, já é de domínio público que a cúpula do PT mostrou-se corrupta quanto às demais siglas que existem aos montes por aí. Também é fato que o governo de Dilma Rousseff (PT) perdeu o controle do país desde que mentiu nas eleições passadas. Mas acreditar que o PMDB não tem nenhuma culpa no cartório, aí já é tripudiar com a inteligência das pessoas. Historicamente, o PMDB foi um governo paralelo dentro do governo. Nesta atual administração de Dilma, foi o PMDB quem fechou um governo de coalizão, inclusive tendo nas mãos vários ministérios. Foi o PMDB que esteve na liderança do Senado por vários governos seguidos. Sempre foi a tapas internamente para ficar no bem-bom do poder. Fazendo uma leitura histórica dessa sigla partidária, ela pode ser considerada a “garota da luz vermelha” do poder, governando algumas vezes nas sombras e outras vezes às claras, fazendo pressões, mordendo nacos, praticando fisiologismo ou até mesmo participando dos esquemas, como vem reve...

Vassalagem & butim

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Jessé Souza* Fosse eu o responsável por nominar a operação da Polícia Federal sobre irregularidades fundiárias, em Roraima, a batizaria de Operação Butim, que significa produto de roubo ou de pilhagem. Pois foi o que fizeram com as terras do Estado: um butim, uma pilhagem, um roubo arquitetado por aqueles que deveriam zelar pelo patrimônio público. Sabemos que o senhor vassalo doou terra a muitos nobres, inclusive membros da Justiça. Mas “doar” não é o verbo correto, pois essa vassalagem foi feita com o bem público, ou seja, com o patrimônio nosso, do Estado, da sociedade, do povo. Foi um butim mesmo. Não vou cansar de repetir, até ficar bem velinho: enquanto esses maus políticos enganavam o povo com discurso de paranoia da internacionalização, questão indígena e invasões de ETs na Amazônia, eles estavam saqueando o Estado e grilando as terras. Como estão fazendo uma faxina em Brasília, por meio da Operação Lava Jato, é bom que passem um rodo por aqui também, para de...

Coisas da politicalha...

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Jessé Souza* Essa realidade tumultuada no Brasil, devido às crises política e financeira, permite uma reflexão sobre como as pessoas estão reagindo a respeito da política. Um ponto fundamental é perceber que há um movimento muito forte fazendo com que as pessoas confundam política com politicalha. A politicalha é a estratégia que falsos políticos, incluindo aí os corruptos, usam para se manterem no poder. Esse tipo de político se alimenta do medo das pessoas, da ignorância e do analfabetismo. Quanto menos desinformada e crítica a pessoa, mais fácil será manipulá-la. A politicalha cria problemas para depois oferecer soluções. Criam-se situações a fim de causar reação no público para que as pessoas sintam-se inseguras, medrosas, e aceitem determinadas decisões ou elas mesmas passem a cobrar medidas que prejudicam a sociedade. Em Roraima, essa tática foi bastante usada na questão fundiária. Manipularam a opinião pública fazendo com que o povo não enxergasse que os verda...

Efeito Bolsanaro

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Jessé Souza* Está óbvio que o governo do PT traiu todos os que votaram nele e enveredou pelo mesmo caminho dos demais partidos corruptos que vêm saqueando o Brasil de longas datas. Porém, entre propor mudanças e agir de forma nefasta, atentando contra a democracia, existe uma diferença muito grande. Aproveitando-se desse momento delicado na economia e na política, forças reacionárias e outras obscuras tentam manipular as pessoas para tentar levar o Brasil para um caminho perigoso, entre eles o do autoritarismo ou mesmo do fascismo, como sugere os seguidores de Bolsanaro e afins. O “efeito Bolsanaro” nada mais é do que uma das estratégias de manipulação em massa, que é a de levar o público a crer que se tornou moda ser estúpido, vulgar e inculto. Esse tipo de manipulação vem ganhando amplo terreno nas redes sociais, com adeptos cada vez mais eufóricos. Ser estúpido, vulgar e inculto abre portas para outro tipo de manipulação, que é o uso do aspecto emocional no lugar ...

Custo e trazedores de recursos

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Jessé Souza* Quanto custou aos cofres públicos e ao Governo Federal as decisões tomadas pela presidente Dilma Rousseff que irão permitir o Estado se desenvolver? Respondo logo: zero custo. Não custou nada aos cofres públicos e não demandou qualquer operação especial para tomar as decisões a fim de liberar as obras do Linhão de Guri e abdicar da exigência de Roraima criar mais uma área de proteção ambiental, o Parque Nacional Lavrados. Significa que, a partir de agora, ressurge a esperança de que o Estado tenha uma matriz energética confiável, o que certamente dará segurança para que as indústrias invistam em Roraima. Aliado a isso, destrava-se a regularização fundiária, permitindo aos empresários, produtores rurais e à população em geral a garantia de suas terras. Com energia confiável e terras documentadas, não haverá empecilhos para os empresários e produtores investirem no Estado, acabando com a economia do contracheque, e ainda permitirá a população ser proprietária ...

Do humor ao Pânico

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Jessé Souza* Há uma corrente de opinião incutindo na mente das pessoas que o “politicamente correto” estaria acabando com o humor. Obviamente que isto não procede, pois o esculacho nunca poderia ser considerado humor, principalmente na TV. O humor é inteligência e, se não for com inteligência, com certeza é algo mal intencionado. No Brasil da falsa democracia racial, o humor foi usado para incutir ainda mais o preconceito e o racismo, e isso sem se preocupar em disfarçar. Havia um tempo em que até o alvo do ataque era obrigado a rir para não ser mais ofendido ainda. E o politicamente correto veio para pôr fim ao medo e á vergonha de reagir ao racismo, ao bullying, ao preconceito, o machismo, à homofobia e a qualquer tipo de agressão contra o diferente. Não, não significa limitar ou censurar o humor. Trata-se de refletir sobre tudo aquilo que a sociedade não pode aceitar como normal, como o preconceito de gênero e o desrespeito, comuns em programas de TVs como o Pânico,...