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Barrichello e o diabo

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  Jessé Souza* Quando Rubinho Barrichello recebia ordens da Ferrari para deixar Schumacher ultrapassá-lo, ali estava a essência de um conceito que todos os profissionais deveriam aprender logo nos primeiros dias de faculdade, antes de encarar qualquer profissão: o comprometimento e a lealdade com a organização para quem se está trabalhando. Não se trata de ser subserviente ou cumprir ordens que atropelem a ética profissional. Barrichello poderia se rebelar se estivesse pensando apenas no seu ego ou nos proveitos pessoais. Ou simplesmente desistir da empresa e buscar outra na qual pudesse ganhar uma corrida sem restrições. Porém, ele pertencia a uma organização que tinha planos, metas e objetivos a cumprir, estava dentro de um plano organizacional. Quem não se enquadra é porque não atende sequer às expectativas de reciprocidade entre indivíduo e organização, esta que, por sua vez, tem obrigações legais, morais e financeiras com o seu membro. Barrichello poderia tirar ao menos u...

Ecochatos e ecocéticos

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                                                                            Jessé Souza*                                                               Foto: Exército Um assunto tem passado ao largo dos comentários das autoridades locais: a operação da Polícia Federal, no início do mês, que desmontou uma organização criminosa que contratava garimpeiros para retirar ouro da Terra Indígena Yanomami para vender o minério no centro financeiro de São Paulo, por meio de comercia...

COLUNA KANAIMÉ

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A ENTREVISTA   Merece uma análise mais acurada a entrevista  concedida pelo coordenador político do Governo do Estado, o ex-governador Neudo Campos (PP), esta semana, sobre o procurador-geral de Contas, Paulo Sérgio Oliveira de Sousa, em resposta ao pedido de afastamento da secretária estadual de Educação, Selma Mulinari, e do diretor do Departamento de Convênios daquela pasta, Carlos Alberto Araújo. Neudo não mediu palavras para classificar esse pedido como “ridículo” e “sem consistência”. VENDEDOR DE CARNE É grave, muito grave mesmo, gravíssima a denúncia que Neudo Campos fez contra o procurador de Contas. Disse que Paulo Sérgio mandou recado tentando se aproximar do Governo do Estado com a finalidade de vender carne para a merenda escolar da rede estadual de ensino. Disse mais: chamou o órgão fiscalizador de “MPC empresarial” e o chefe daquele órgão de “procurador empresário da carne”. AGÊNCIA DE VIAGENS Os ataques nã...

Inauguração de escola no Cantá: um marco vergonhoso

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A inauguração da reforma da Escola Estadual José Aureliano da Costa, no Município do Cantá, Centro-Leste do Estado, representa um marco vergonhoso em termos político: 16 anos sem obras de reforma daquela unidade de ensino. A solenidade foi no sábado, mas as tintas da história estão bem fresquinhas para lembrar do que o “governo cupim” foi capaz. Se o ato público representa um novo tempo para os 461 alunos matriculados naquela unidade, nas modalidades de Ensino Fundamental, Médio e EJA (Educação de Jovens e Adultos), ele também serve de expectativa para que esta realidade mude. No discurso, a governadora Suely Campos (PP) prometeu que vai recuperar a qualidade do ensino para que possibilite aos alunos um espaço digno para que eles estudem, bem como a qualificação dos professores. Segundo ela, 16 escolas estão sendo reformadas, além de outras reformadas e revitalizadas de acordo com a avaliação das condições estruturais. São mais de 300 unidades escolares que não passar...

Depois do 'governo cupim', a primeira inauguração

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Tenho dito que a administração de Anchieta Junior (PSDB) foi o “governo cupim”, que fez o desfavor de destruir o que já não vinha bom a um certo tempo. E o seu sucessor, governo Chico Rodrigues (PSB) apenas deu continuidade ao que já existia: NADA. Tempo em que prédios ficaram entregues ao descaso, alguns caindo aos pedaços e outros literalmente desabaram. As escolas públicas foram um exemplo à parte de como tudo desandou. A Escola Estadual José Aureliano da Costa, localizada no Município do Cantá, a Centro-Leste do Estado, é um desses exemplos, alvo inclusive de protestos de pais e professores, no ano passado. O prédio daquela unidade de ensino ficou por mais de cinco anos sem revisão na parte elétrica e hidráulica. Os 400 alunos matriculados começaram as aulas este ano, mas tiveram que voltar para casa por causa da situação vexatória e de risco: sem bebedouros, banheiros interditados, sujeira por toda parte, parte do forro desabou sobre as carteiras e fiações expostas, que co...

KANAIMÉ

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CONFIRMADO                                               Imagem: Divulgação O que eu havia comentado no artigo “Velhas raposas” , nesta quinta-feira, ocorreu. O Tribunal de Justiça determinou a volta do pagamento das verbas da Câmara, entre elas a de gabinete. O percentual é definido constitucionalmente a partir dos valores da Câmara Federal, onde é o princípio de tudo e onde deveria haver uma mobilização para que se houvesse cortes nos percentuais de cima a baixo. E os cortes deveriam atingir também o próprio Judiciário e órgãos fiscalizadores, onde há valores que jamais foram questionados e que provavelmente não aparecerá ninguém com coragem para fazer questionamentos e greve de fome. BURACO Depois de meses de atraso, o Ministério Público decidiu ao...
Dia da Pátria-que-o-pariu  Jessé Souza* Sou do tempo em que se celebrava qualquer conquista: um tênis novo, um lápis novo ou caderno novo com o seu cheiro peculiar junto com a borracha de apagar. Tudo era motivo para se celebrar, inclusive uma calçada nova ou mais uma parede de tijolo levantada na casa de madeira. Festa ainda que apenas de algazarra. Das tribos dos tempos mais remotos até as atuais, o ser humano festeja. Em Roraima, por exemplo, os índios que dançam o Parixara ou o Arereuia em reuniões, rituais ou mesmo antes de fazer um mutirão com a comunidade, o chamado ajuri. Celebrar significa agradecer os feitos, pelo esforço pessoal ou pela ajuda dos céus, seja de que credo a pessoa for. Mas parece que este comportamento natural do ser humano está desaparecendo, principalmente depois que as redes sociais ganharam força. Está se tornando errado ou feio comemorar (“A inveja tem Face”, dizem logo os que não querem celebrar ou mesmo sentem-se incomodados com a alegria dos o...