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Conexão do fim

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wp.clicrbs.com.br Jessé Souza* O caso do jovem Flávio Araújo, cujos restos mortais foram encontrados ontem, é apenas um exemplo da extensão do problema das drogas em Roraima. Os acusados no crime tinham envolvimento com o tráfico de drogas em Boa Vista, mais precisamente no bairro Raiar do Sol, e também na sede do Município de Mucajaí. Essa conexão só foi descoberta graças à atuação da Polícia Militar de Caracaraí, que enfrenta sérios problemas na segurança pública por causa do avanço do tráfico naquele município. E a realidade de lá é muito semelhante a dos demais municípios do interior de Roraima, infestados pelas drogas, que destroem vidas, desestruturam famílias e instalam a insegurança à sociedade. No meio disso tudo estão as polícias, com destaque para a PM, que é a responsável pelas rondas ostensivas, ou seja, a que tem o primeiro contato com a violência e os problemas sociais provocados pelo uso e venda de drogas em qualquer lugar onde os traficantes agem. Co...

Do lixo ao voto

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rioamigo.blogspot.com Jessé Souza* O que pensa uma pessoa que, dentro de um carro, baixa o vidro da janela e lança seu lixo em via pública? O que primeiro vem à mente é a ausência completa de cidadania, na verdadeira acepção da palavra. Cidadania é o indivíduo exercer seus direitos que o permitem participar da vida política. E participar da vida política como cidadão implica que este indivíduo está sujeito a direitos e deveres. No exercício da cidadania, direitos e deveres devem estar interligados, o que significa dizer que o respeito e o cumprimento desses princípios levam a uma sociedade mais equilibrada e justa. Quando um indivíduo não aprendeu a ser cidadão, sem educação ambiental, sem consciência de seu papel na vida pública e sem entendimento do que é a política na sociedade, então ele vai abrir a janela do carro e lançar o lixo sem qualquer pudor e remorso, porque ele não tem a noção exata de seus deveres como cidadão nem sabe a implicação de um plástico ou um...

Padrão Brasil

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Jessé Souza* O desabamento de uma ciclovia no Rio de Janeiro foi um dos fatos mais falados no fim de semana e que continua repercutindo até hoje. Parece que é um problema específico do Rio de Janeiro, que fora ampliado pela mídia para todo o Brasil. Mas só parece, pois esse caso tem tudo a ver com o momento de degradação política e moral que passamos pelo Brasil. Embora ainda não haja nenhum laudo confirmando isso, tudo indica que se trata de mais uma obra, a qual custou R$45 milhões, feita aos padrões da corrupção brasileira. Ou seja: os custos e os cuidados são reduzidos, em prejuízo à qualidade da obra, para que sobre mais dinheiro para a corrupção. No país do impeachment, todas as obras públicas, sem exceção, acabam sendo direcionadas para empresas de políticos ou de grupos que fazem o jogo da politicalha, pagando as “comissões” para o político que direcionou as verbas por meio de emenda parlamentar ou dos governantes responsáveis pela obra. Essa “comissão” nada ...

Do Beiral ao pacto

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coletivodar.org Jessé Souza* A ocupação da área conhecida como Beiral, às margens do Rio Branco, no Centro de Boa Vista, nesta semana, não foi a primeira ação realizada pela polícia. No ano passado, foi realizada uma operação nos mesmos moldes, inclusive com promessa da instalação de um posto policial, o que nunca chegou a ocorrer. Porém, o Beiral não é o único nem o principal ponto de venda de droga que destrói vidas e desestrutura famílias. Esse local é o mais vergonho e flagrante porque fica no Centro, a poucos metros da sede dos principais poderes: Governo do Estado, Assembleia Legislativa e Tribunal de Justiça. Essa boca de fumo a céu aberto desafia os poderes constituídos e põe em dúvida as ações governamentais, pois, desde as primeiras décadas da existência de Roraima, ali abriga ilícitos, que se misturam às famílias de bem, empresários sérios e trabalhadores honestos de várias classes. Porém, se as autoridades não conseguem “pacificar” uma boca de fumo que ...

Terra fértil

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Jessé Souza* Corruptos bradando contra a corrupção é revoltante, mas um fato mais preocupante ainda foi a saudação do deputado Jair Bolsonaro a um torturador do tempo da ditadura militar, tema este que logo ganhou repercussão nas redes sociais, mas que demorou ao menos três dias para ser comentado na maior TV brasileira, a Globo. Não pensemos que a repercussão imediata nas redes sociais foi só de indignação. Muitos se posicionaram a favor de Bolsonaro, sabidamente um parlamentar fascista, que defende a volta da ditadura como “solução” para o Brasil, ideia esta aplaudida por quem se posiciona como ultranacionalista. E aqui está uma questão melindrosa: uma extrema direita que ganha corpo defendendo o nacionalismo. Ser nacionalista não é ruim, desde que sadio, por amor à Pátria ou por um ideal político. Afinal, nem todo nacionalismo é neonazista ou fascista. Mas existe um “porém”: todos os movimentos fascistas e neonazistas são nacionalistas. Significa dizer que o nacional...

O dia seguinte

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Jessé Souza* O “circo do impeachment”, transmitido ao vivo no domingo pela TV, pode ser resumido no chamado “after day”, ou seja, no dia seguinte, com a prisão do marido de uma deputada que usou a Bandeira do Brasil para votar aos gritos, bradando contra a corrupção, na Câmara Federal.   Trata-se do caso do prefeito de Montes Claros (MG), Ruy Muniz (PSB), preso pela Polícia Federal na segunda-feira, na manhã seguinte em que a mulher dele, a deputada Raquel Muniz (PSD), afirmou que seu marido "mostra que o Brasil tem jeito", quando justificou se voto pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). E assim seguiu-se o “circo” feito por muitos corruptos que ali estavami, no plenário da Câmara, sabidamente envolvidos em corrupção, mas fazendo discurso pela moralidade do país e contra a corrupção. Houve até exaltação à tortura dos tempos da ditadura, feita por Bolsonaro. Obviamente que ali estavam também parlamentares que honram o seu mandato e merecem respeito. ...

Brasil da vergonha!

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Jessé Souza* Se querem realmente mudar o Brasil, então será preciso fazer um “limpa” já nas eleições municipais deste ano, não votando em todos aqueles envolvidos com corrupção. Pelo que foi visto até aqui, neste momento delicado, é vergonhoso ter assistido a um processo de impeachment conduzido por um corrupto, na Câmara Federal. É imoral essa situação pela qual passa o Brasil, em que corruptos fazem discurso contra a corrupção e, no final, cantam o Hino Nacional como se fossem os novos heróis do país. E a maior emissora de TV, a Globo, omite em todas as suas matérias os protestos veementes dos deputados, inclusive de alguns que votaram “sim”, contra o fato de a votação ter sido presidida por Eduardo Cunha (PMDB), um corrupto denunciado na Operação Lava Jato. O contexto da votação do processo de impeachment foi bem mais amplo, visto ao vivo pela Nação e omitido pelas emissoras de TVs em suas matérias, com corruptos votando, corrupto presidindo e corruptos fazendo discurso ...