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O barulho das urnas

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Jessé Souza* O resultado das urnas precisa ser refletido com atenção. A estrondosa votação da prefeita Teresa Surita, do PMDB do senador Romero Jucá, um dos envolvidos na operação Lava Jato, não se trata apenas de uma aprovação de sua administração. Trata-se também da insatisfação do povo na condução do Governo de Roraima, que vai do servidor público àqueles pais de famílias que querem um Estado melhor. Com quase 80% dos votos válidos, Teresa pode até comemorar que esteja fazendo uma “ótima administração”, o que nada mais é do que sua obrigação, mas ela deve agradecer também à desastrosa gestão do governo, marcada por descontentamento do servidor estadual e apreensão dos demais servidores de outros poderes, enforcados pela chamada “crise do duodécimo”. Soma-se isso a insegurança pública, com o sistema prisional aos frangalhos, alimentando a criminalidade a partir dos presídios, e as condições da saúde pública, dois setores importantes que vêm sendo remediados nos últimos...

Mesmice eleitoral

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Jessé Souza* Na reta final da campanha eleitoral, a constatação é uma só: os mesmos políticos, com as mesmas promessas e requentando as mesmas mentiras.  E todos eles de olho em 2018, quando estará em disputa as chaves dos cofres do Estado. A candidata que já se diz eleita sequer cumpriu o que prometeu na campanha passada e se encaminha para ser o braço das pretensões jucarianas de acumular todo o poder em suas mãos daqui a dois anos. E assim vamos caminhando para mais uma votação depois da mobilização nacional contra a corrupção, cujos panelaços ecoavam nas redes sociais se apresentando como a chegada de uma nova realidade no Brasil. Mas, quem disse? Os corruptos de sempre continuam comandando não só as pesquisas, mas a forma de se fazer política. Não se pode esperar muito de uma eleição em que as velhas raposas são privilegiadas pela legislação eleitoral, a exemplo da garantia de mais tempo no Horário Eleitoral Gratuito. Tudo é feito para que os poderosos de sempre...

Mesmificação e bestialização

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Jessé Souza* Concursos de beleza servem não só à futilidade, mas a um mercado amplo que explora um padrão mesmificado que gera muito dinheiro a multinacionais que investem pesado em setores que vão da moda ao cosmético, da publicidade à propaganda, sempre fincado no endeusamento de uma imagem irreal, que só existe na fantasia midiática que vira a cabeça das pessoas desde tenra idade.  Então, quando se une esse mundo fútil ao sentimento mais mesquinho dos seres humanos, que é o de superioridade e hierarquia de raças, surge a pobreza humana. É isso que estamos presenciando com a Miss Roraima, atacada severamente pelo fato de ter uma beleza que logo foi apontada como estereótipo indígena.  A mesmificação bem elaborada por um conjunto de estratégias pelo mercado da beleza e da publicidade acaba bestializando as pessoas, que anulam o seu senso crítico, fazendo aflorar o preconceito e o racismo.  O caso da Miss Roraima é muito emblemático porque ele acaba por r...

Canivetes e mentiras

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Jessé Souza* Os políticos locais ficam de peito inflado quando são atacados com críticas contundentes, como se fossem canivetes atravessando suas gargantas. Porém, a imobilidade diante dos principais problemas de Boa Visa e do Estado, de uma forma geral, depõe seriamente contra eles. E não há como se defender disso, a não ser com mentiras.  Estamos em plena campanha eleitoral, mas pouco se vê a respeito de projetos que pensem em nosso futuro. O eleitor boa-vistense, por exemplo, já ouviu promessas até de presídio municipal, algo que não é competência de um prefeito, a projetos que mais servem para engabelar eleitor lunático. Enquanto isso, no caótico trânsito, por exemplo, não se vê propostas, discussão ou mesmo ações inclusive da atual prefeita para se antecipar ao que pode vir de pior, no futuro. A atual administração faz estardalhaço por estar instalando mais algumas unidades de semáforos na cidade, algo que está sendo feito com décadas de atraso numa Capital onde o...

Na reta final

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Jessé Souza* Estamos nos encaminhando para o grande dia de o eleitor escolher os vereadores e prefeitos de sua cidade. Será neste próximo domingo. Porém, a campanha eleitoral mostrou-se pouco eficiente em relação a mostrar a realidade de Boa Vista, pois muitos problemas enfrentados pelos cidadãos não aparecem no Horário Eleitoral Gratuito, muito menos nos programas de governo dos candidatos. Isso ocorre porque as campanhas eleitorais são feitas a partir da ausência de realidade porque, no Brasil, habituou-se a acreditar que o eleitor é movido pela novela, pelo telejornal ou pelo debate na TV entre os candidatos às vésperas do dia da votação. E isso vem desde o tempo da eleição de Fernando Collor de Mello, o qual foi criado por uma mentira midiática. Quem não for “fisgado” pelas artimanhas da mídia acaba entrando em outra estratégia eleitoral: a da compra de voto por vários meios, seja favores de todos os tipos, oferecimento de cargos comissionados para membros de família...

Galinha depenada

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Foto: Google Jessé Souza* A constatação em Roraima: a galinha dos ovos de ouro mirrou. Foram muitos anos de roubalheira, administrações sem planos e projetos, com muita gastança, desperdício, sem contenção de gastos e, como diriam os mais antigos, tirando dinheiro como se fosse folha em árvores. Misturaram os cofres públicos com as contas correntes pessoais.  Apostamos em um governo que prometeu zerar tudo, fazer uma auditoria e enviar o resultado para os órgãos fiscalizadores e para a polícia. Mas quem disse? Como nada disso aconteceu, o caos não demorou a se agravar, chegando ao que estamos chamando de “crise do duodécimo”, pois o governo afirma que não tem mais como repassar a fatia do bolo do recurso que chega dos cofres federais para cada poder. Obviamente quem sempre paga o pato é o povo, pois os poderes constituídos estão falando de falta de recursos para honrar seus compromissos financeiros com empresas e pagamento de servidores e o não pagamento de benef...

The End

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Jessé Souza* A manobra da Câmara dos Deputados de tentar aprovar, na surdina, um projeto de lei para anistiar os políticos envolvidos na Lava Jato, por uso do “caixa dois” nas campanhas eleitorais, foi mais um indicativo do que vem sendo repetido há tempos, por aqui: depois do golpe do impeachment, com a tática do “boi de piranha” dito por Jucá em uma gravação, está em curso uma operação abafa para livrar os corruptos. Até agora, estão aplicando somente a tática do “boi de piranha”, mas os políticos escarnecedores (para usar as palavras da ministra Cármem Lúcia) estão empenhados em tentar livrar suas caras das garras da Justiça e assim conseguirem se manter nas barras da saia do poder, a fim de continuarem com suas ações corruptas que bancam suas campanhas eleitorais e enriquecerem de forma ilegal e criminosa. Este atual governo, que chegou ao poder por meio do golpe do impeachment, não se cansará de estudar todas as formas possíveis e inimagináveis para que os seus comp...